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Trump e Trudeau: Relação excecional com diferenças fundamentais


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Trump e Trudeau: Relação excecional com diferenças fundamentais

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Com Reuters e Francisco Marques

Depois do primeiros-ministros japonês, Shinzo Abe, e britânica, Theresa May, foi a vez de Justin Trudeau, o primeiro-ministro canadiano, visitar o presidente Donald Trump, em Washington.

Uma visita marcada pela cordialidade entre os dois líderes norte-americanos, sem que fossem esquecidas as grandes diferenças de Trump e Trudeau no que diz respeito às políticas relativamente aos imigrantes e à chamada crise dos migrantes e refugiados.

O Estados Unidos e o Canadá querem manter laços comerciais privilegiados, ainda que, segundo o presidente dos EUA, sejam necessários alguns ajustes. Ajustes menores, nada comparado com as enormes diferenças que existiriam com o México:

“Temos uma relação comercial excecional com o Canadá. E vamos melhorá-la. Vamos fazer algumas coisas que irão se benéficas para os dois países”, disse Trump.

Trump já tinha dito que queria renegociar o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA, sigla em língua inglesa), assinado com o Canadá e com o México em 1994. O objetivo, disse, é fazer com que o acordo seja mais favorável aos EUA.

Em relação ao México, Donald Trump disse, sem mencionar o nome do país, que era uma situação diferente:

“É uma situação muito menos complicada do que aquilo que se passa na fronteira do sul, na fronteria do sul desde há muitos anos. As relações, nesse caso, não eram justas para os Estados Unidos”.


E se os laços comerciais parecem ser para desenvolver e intensificar, EUA e Canadá parecem estar em polos opostos relativamente a elementos que afetam fortemente a sociedade dos dois países.

Questionado sobre a construção do muro que separaria os EUA do México e das políticas adotadas relativamente a emigrantes e refugiados, Trudeau foi conciso:

“A última coisa que os canadianos esperam de mim é que venha aqui e ensine a outro país como governar-se a si próprio.”

Desde o início da crise dos refugiados e migrantes, Otava acolheu cerca de 40 mil refugiados, a maioria vinda de zonas diretamente afetadas pelos conflitos do Médio Oriente- Iraque e Síria – zonas fortemente castigadas pelas políticas dos jihadistas dos autoproclamado Estado Islâmico ou Daesh.

Pouco depois da decisão do presidente Trump de vetar a entrada a cidadãos de vários países de maioria muçulmana- que, no entanto, a Casa Branca rejeitou como sendo “um veto aos muçulmanos” – num decreto presidencial de 27 de janeiro, o primeiro-ministro canadiano disse, na sua conta na rede social Twitter, que os refugiados seriam bem-vindos no Canadá.


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