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EUA: Assessores de Donald Trump mantiveram contactos com agentes russos

Vários assessores de Donald Trump terão mantido contactos continuados com agentes secretos da Rússia durante o ano que antecedeu as eleições presidenciais dos Estados Unidos da…

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EUA: Assessores de Donald Trump mantiveram contactos com agentes russos

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Vários assessores de Donald Trump terão mantido contactos continuados com agentes secretos da Rússia durante o ano que antecedeu as eleições presidenciais dos Estados Unidos da América.

Point of view

Por que é que agiram só quando foram apanhados a enganar os _media_?

Charles Schumer Senador democrata

A informação é avançada pelo jornal New York Times que cita quatro fontes oficiais.

Segundo o periódico, as autoridades intercetaram estas comunicações enquanto investigavam a alegada ingerência da Rússia no escrutínio presidencial.

Esta aproximação à Rússia fez já uma baixa no Executivo de Trump, que está há menos de um mês em exercício.

Michael Flynn demitiu-se do cargo de assessor da segurança nacional, esta terça-feira, após terem sido divulgadas conversas, sobre sanções, que manteve com o embaixador russo, em Washington, antes de tomar posse.

Na carta de demissão, Flynn lamentou ter prestado declarações incorretas ao vice-presidente. Dias antes, Mike Pence tinha negado esses contactos.

No Senado, Republicanos e Democratas querem explicações.

“A questão fundamental para nós é: qual é o nosso envolvimento e quem deve investigar isto. As comissões de informação já estão investigar o envolvimento russo nas nossas eleições e é provável que queiram, também, investigar este episódio”, afirmou o porta-voz dos republicanos, Mitch Mcconnell.

O democrata, Charles Schumer questiona: “o general Flynn foi dirigido ou autorizado a fazer o que fez? Qual foi a extensão das suas conversas e contactos com a Rússia? Por que é que eles agiram apenas quando foram apanhados a enganar os media?”

O New York Times não revela quais são os assessores de Donald Trump apanhados nestas escutas telefónicas, com exceção de Paul Manafort que, durante uns tempos dirigiu a campanha do atual presidente.

O Kremlin já reagiu e afirmou que a notícia do jornal não se baseia em factos.

Com: Reuters; EFE