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Campanha eleitoral arranca com extrema-direita como favorita

Arrancou na Holanda a campanha eleitoral para as legislativas de 15 de março, que servirão de barómetro para a subida do populismo e do euroceticismo na Europa.

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Campanha eleitoral arranca com extrema-direita como favorita

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Arrancou na Holanda a campanha eleitoral para as legislativas de 15 de março, que servirão de barómetro para a subida do populismo e do euroceticismo na Europa. Depois do triunfo do Brexit no Reino Unido e da vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, as atenções viram-se para o território holandês, onde a extrema-direita é dada como a favorita.

Nas ruas de Amesterdão ainda se encontra um grande número de indecisos, como esta eleitora, que afirma que a escolha será “difícil” e que ainda precisa de “pensar bastante, apesar de desejar votar na esquerda, como sempre” fez. E acrescenta que sente “medo, tanto da al-Qaeda, como de muitas das pessoas que vão votar pela ala direita”.

O líder emblemático da extrema-direita, Geert Wilders, tem capitalizado nomeadamente com os receios face ao islamismo radical, prometendo fechar mesquitas, proibir o Corão ou pôr fim ao que chamou de “imigração maciça de muçulmanos” em direção à Holanda.

O Partido da Liberdade de Wilders é creditado com 30 assentos nas últimas sondagens, mais seis do que a formação do atual primeiro-ministro, Mas tanto Mark Rutte, como o Partido Socialista, os cristãos-democratas, os trabalhistas e os verdes já rejeitaram a possibilidade de uma associação com a extrema-direita. Um panorama que deixa antever longas discussões para a formação de uma vasta coligação que impeça Wilders de governar.