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Escândalo Real em Espanha: Infanta Cristina é absolvida e refugia-se em Portugal


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Escândalo Real em Espanha: Infanta Cristina é absolvida e refugia-se em Portugal

“Infanta no berço, infanta na morte”. Cristina de Borbón é uma mulher teimosa e ninguém, nem mesmo o próprio pai, sua Majestade Juan Carlos, a poderão forçar a escolher entre o marido, o agora condenado à prisão Iñaki Urdangarín, e os respetivos direitos dinásticos.

Destituída do título de duquesa há mais de ano e meio, afastada da família real, a Infanta Cristina estará a preparar-se para se refugiar em Lisboa após ter sido absolvida num caso em que o marido foi condenado à prisão.

Sexta na linha de sucessão do irmão, o rei Filipe VI, a Infanta está protegida pela Constituição espanhola.

 

O novo título de Juan Carlos


Filipe VI foi coroado em junho de 2014, mas o pai mantém o título de Majestade e honras similares, lê-se na modificação do Decreto Real 1368/1987.

“Dom Juan Carlos de Borbón, pai do rei Dom Filipe VI, continuará de forma vitalícia no uso com caráter honorário do título de rei, com tratamento de MAjestade e honras análogas às estabelecidas para o herdeiro da coroa.”

(Fonte: Boletim Oficial do Estado espanhol )

No ano em que se casou, 1997, o pai, então rei de Espanha, concedeu-lhe o ducado de Palma de Maiorca. Começava ali um conto de fadas, que viria a tornar-se um pesadelo.

Tudo porque o homem com quem Cristina se casou por amor a levou onde nenhum outro membro da família real jamais poderia imaginar: ao banco dos réus.

Acusado de corrupção em dezembro de 2011, o antigo jogador de andebol do Barcelona Iñaki Urdangarín aceitou testemunhar perante o juiz de Palma, mas para “demonstrar a inocência, defender a honra e explicar a atividade profissional.”

Em abril de 2013, contudo, a Espanha ficou em choque. Nas bancas de jornais lia-se “Sua Alteza, acusada”. A Infanta Cristina tinha sido também imputada pelo juiz de Palma, José Castro, por cumplicidade nos delitos fiscais implicados ao marido.

Num primeiro momento, a ainda duquesa resistiu à acusação e conseguiu anular a acusação por alegada falta de provas. No ano seguinte, já não teria a mesma sorte.

Considerada cúmplice nos delitos fiscais do marido, pelo meio Cristina refugiou-se em Pedralbes, um luxuoso bairro de Barcelona, enquanto Urdangarín conseguia o direito a prestar declarações em tribunal à porta fechada.

O escândalo indignou os espanhóis e atingiu a imagem da monarquia. Os duques de Palma foram afastados da família real.Apesar de vários avanços e recuos, o juiz de Palma insistiu e não deixou o caso cair.

Em 2014, conseguiu finalmente confirmar a acusação a Cristina e pôde finalmente tratar a Infanta como qualquer outro réu. A duquesa de Palma teve mesmo de se apresentar em tribunal.

Para a primeira audiência, faz este mês de fevereiro três anos, Cristina apresentou-se confiante e sorridente. Demarcou-se da gestão da empresa que partilhava com Urdangarín e garantiu ter plena confiança no marido.

Em 2015 e após uma primeira recusa em abdicar por si mesma, o rei Filipe VI retirou à irmã o título de duquesa.

O casamento com Urdangarín terá passado por alguns momentos difíceis, mas no ano passado, Cristina apresentar-se-ia em tribunal ao lado do marido. Nada os havia separado. Pareciam, aliás, mais unidos que nunca.

O pior para Cristina será a relação, agora distante, com o resto da família real. O pai afastou-se. Com o irmão, mo rei, terá deixado mesmo de falar. Apenas contacta com a irmã, Elena, e com a mãe, Sofia.

Depois de um exílio de três anos na Suíça, absolvida pela justiça, mas com o marido condenado a seis anos e três meses de prisão, a Infanta estará a preparar-se para se mudar agora para Portugal e, de acordo com o jornal El Pais, instalar-se em Lisboa com os quatro filhos para poder ficar mais perto de Iñaki Urdangarín e a salvo da pressão mediárica espanhola.

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