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EUA apoiam retoma de negociações em Genebra e "solução política" para conflito sírio

A nova administração norte-americana sai do silêncio sobre o tema da Síria, ao apoiar a retoma das negociações de paz em Genebra, com vista a uma solução política para o…

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EUA apoiam retoma de negociações em Genebra e "solução política" para conflito sírio

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A nova administração norte-americana sai do silêncio sobre o tema da Síria, ao apoiar a retoma das negociações de paz em Genebra, com vista a uma solução política para o conflito.

O novo Secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson somou-se ao consenso dos responsáveis diplomáticos reunidos durante dois dias à margem da cimeira do G20 em Bona.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Sigmar Gabriel:

“Precisamos de retomar as discussões. Este é hoje o nosso principal objetivo, mas o caminho ainda é longo, mas estamos todos de acordo neste ponto, em especial as caras novas sentadas à mesa, como o nosso colega americano que se mostrou muito interessado no tema. Penso que alcançámos uma boa preparação para Genebra”.

O entendimento ocorre antes do início da Conferência de Segurança em Munique, onde o tema vai ser discutido com a Rússia, aliada de Damasco.

Os responsáveis da diplomacia francesa e alemã apelaram a Moscovo para que desempenhe um “papel construtivo” junto de Bashar Al-Assad, sem evocarem o futuro do atual presidente.

A retoma das negociações em Genebra está agendada para dia 23 de fevereiro, depois das negociações paralelas levadas a cabo pela Rússia não terem permitido chegar a qualquer acordo entre governo e oposição sírias.

Moscovo tinha anunciado anteriormente que a nova administração norte-americana também estaria a apoiar as iniciativas da diplomacia russa.

A reunião do grupo dos chamados “amigos da Síria”, em Bona, terminou, no entanto, sem uma declaração oficial do novo Secretário de Estado norte-americano.

O encontro em Boa reuniu os responsáveis diplomáticos dos EUA, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Jordânia e União Europeia.