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Pais de jovem detida pela morte de Kim Jong Nam dizem que a filha é inocente


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Pais de jovem detida pela morte de Kim Jong Nam dizem que a filha é inocente

Os pais de uma das jovens detidas na Malásia por, alegada, responsabilidade na morte do meio-irmão do líder norte-coreano, dizem que a filha é inocente e que foi utilizada por alguém para cometer este ato.

Siti Aishah, da indonésia foi detida com outra, de nacionalidade vietnamita. Foram presos outros dois homens, no âmbito da investigação. Um deles já este sábado.

Os pais de Aishah defendem-na:

“Ela disse que queria ir para a Malásia para participar numas filmagens de um programa onde surpreendem as pessoas ao deitarem perfume para cima delas. Ela é uma menina inocente à procura de ganhar dinheiro”, explicou a mãe da jovem.

As autoridades norte-coreanas exigem a repatriação do corpo de Kim Jong Nam. A Malásia diz que é preciso concluir a investigação e quer uma amostra de ADN. A Coreia do Norte queixa-se da autópsia feita sem o seu consentimento:

“Condenamos, fortemente, a ação unilateral da Malásia. Não compreendemos os motivos e vamos levar a questão às instâncias internacionais”, afirmou o embaixador norte-coreano no país.

A polícia da Malásia pediu, esta sexta-feira, tempo para investigar o alegado homicídio.

Segundo a imprensa local, a polícia procura outros quatro homens que tinham estado com as duas suspeitas antes do crime.

Kim Jong-nam, filho mais velho do falecido líder da Coreia do Norte Kim Jong-Il, que estaria a aguardar um voo para Macau, foi assassinado na segunda-feira no aeroporto de Kuala Lumpur, capital da Malásia, alegadamente por duas mulheres.

O seu corpo está, desde quarta-feira, no Hospital Geral de Kuala Lumpur.

As autoridades malaias identificaram a vítima como sendo Kim Chol, nascido em Pyongyang, em junho de 1970, isto de acordo com os documentos de viagem que levava consigo.

Só esta sexta-feira, e depois da Coreia do Sul afirmar que se tratava de Kim Jong-nam, as autoridades da Malásia confirmaram a sua identidade.

Kim Jong-nam era o filho mais velho do ditador norte-coreano Kim Jong-il e da sua primeira concubina, a atriz Song Hye-rim.

Era considerado o provável sucessor do pai, que morreu em 2011, mas viu-se envolvido num escândalo que acabaria por afastá-lo do país. Foi detido no aeroporto de Tóquio, com um passaporte falso, com o qual, alegadamente, pretendia visitar um parque Disney no Japão.

Há vários anos que vivia entre Pequim e Macau.

O assassinato aconteceu nas vésperas das celebrações do nascimento do “Querido Líder”, Kim Jong-il, que aconteceram, esta sexta-feira, na Coreia do Norte.

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