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Trappist-1: O sistema de exoplanetas que faz sonhar com vida a 40 anos luz da Terra


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Trappist-1: O sistema de exoplanetas que faz sonhar com vida a 40 anos luz da Terra

A NASA detetou um sistema com sete planetas que giram em torno de uma estrela bem mais pequena que o Sol.

Estes exoplanetas têm uma órbita relativamente curta, à volta de uma estrela anã, pouco luminosa e ultra-fria, mas têm o tamanho da Terra e encontram-se na Via Láctea, na constelação de Aquárius, a 40 anos luz do nosso planeta. Três destes planetas encontram-se na zona habitável do sistema, ou seja, são suscetíveis de ter água em estado líquido e os outros, mais próximos da estrela, podem ter temperaturas compreendidas entre os 0 e os 100 graus centígrados.

Um dos responsáveis pela missão científica da NASA, Thomas Zurbuchen, está muito otimista: “Estes planetas estão entre os melhores de todos os que conhecemos para podermos explorar, por exemplo com o telescópio espacial James Webb que vamos lançar no próximo ano, para podermos observar as atmosferas e procurar indícios bio. Esta descoberta dá-nos a convicção de que encontrar uma segunda Terra não é uma questão de “se”, mas de “quando”.

As primeiras indicações de massa de seis dos planetas sugerem uma natureza telúrica, ou seja, são sólidos e compostos em parte de matéria rochosa. O sistema tem o nome de Trappist-1 porque foi descoberto em 2016 pelo telescópio Trappist localizado no Chile. Mas foi o telescópio Spitzer focalizado durante 20 dias na pequena estrela que comprovou a existência dos dois primeiros planetas e de cinco outros.

O jornalista da euronews, Jeremy Wilks, especialista em questões espaciais, explica que a descoberta de exoplanetas não é um acontecimento raro: “Esta descoberta mostra a forma como o campo da astronomia dos exoplanetas está a crescer. Esta história é notícia porque os sete planetas têm algumas semelhanças com a Terra, mas a verdade é que todas as semanas os cientistas detetam novos exoplanetas em órbita à volta de outras estrelas na nossa galáxia e acreditam que deve haver milhões de milhões por toda a Via Láctea.
É divertido sonhar como poderia ser estar num desses planetas a olhar para um sol cor-de-rosa com outros planetas no céu, mas não devemos tirar conclusões precipitadas. Só porque se diz que estes planetas são habitáveis, não quer dizer que sejam mesmo. A Terra, Marte e Vénus estão todos numa zona habitável à volta do sol mas, por enquanto, ainda não encontrámos vida em Marte nem em Vénus”.

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