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Filipinas: Foi detida a senadora que classifica presidente Duterte de "assassino em série"


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Filipinas: Foi detida a senadora que classifica presidente Duterte de "assassino em série"

Há muito que Leila de Lima é uma das raras vozes a acusar Rodrigo Duterte de promover uma guerra suja contra as drogas nas Filipinas. Agora, a senadora foi detida e acusada de ter recebido subornos de traficantes de droga encarcerados quando era ministra da Justiça.

Pouco antes de se entregar às autoridades, depois de ter passado a noite no Senado, Lima negou as acusações:

“Sou inocente. As acusações de que de alegadamente beneficiei do tráfico de droga, que alegadamente protegi traficantes condenados, são tudo mentiras”, afirmou, acrescentado que não será “silenciada” pelas “intimidações do regime de Duterte”.

“A verdade virá ao de cima”, prometeu Leila de Lima, que já recebeu o apoio de algumas figuras proeminentes, caso do vice-presidente Leni Robredo, que descreveu a detenção da senadora como uma “perseguição política”.

Os apoiantes de Lima temem o que possa acontecer à senadora durante a detenção, mas a polícia já garantiu que “ela estará segura e a salvo durante a custódia”.

Desde que Duterte chegou à presidência, há 8 meses, mais de 7500 pessoas foram assassinadas no que as organizações de defesa dos direitos humanos acreditam terem sido execuções sumárias. Mas, o conflito com Lima vem de trás. Quando presidiu à Comissão de Direitos Humanos, a senadora abriu um inquérito a uma série de alegadas execuções sumárias de traficantes de droga em Davao, mas não conseguiu provar que Duterte, então presidente da Câmara da cidade, tivesse pessoalmente dirigido alguns destes esquadrões da morte.

Os assassinos a soldo não são uma novidade nas Filipinas e mulheres também são contratadas para matar.

Para Lima, Duterte é um “assassino em série sociopata”. O presidente das Filipinas considera que Lima é “uma mulher imoral” e já sugeriu que ela devia enforcar-se.

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