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Hungria constrói segunda vedação para travar fluxo migratório


A redação de Bruxelas

Hungria constrói segunda vedação para travar fluxo migratório

Para travar o eventual aumento do fluxo migratório na primavera, a Hungria começou a construir uma segunda vedação, paralela à que erigiu em 2015, ao longo da fronteira sul com a vizinha Sérvia.

A medida anunciada, esta segunda-feira, poderá fazer aumentar as críticas das instituições europeias e de alguns Estados-membros de que o país aprova medidas unilaterais e pouco solidárias nesta matéria.

Zoltán Kovács, porta-voz do governo húngaro em Bruxelas, explicou à euronews que a decisão “está relacionada com o que está a acontecer nas fronteiras europeias e, obviamente, com o acordo de migração com a Turquia”.

“Mas tem, sobretudo, a ver com a estimativa de que cerca de 80 mil pessoas ainda usam a rota dos Balcãs Ocidentais. A primavera está a chegar e, de acordo com uma estimativa alemã, cerca de seis milhões de pessoas estão à espera para entrar na União Europeia (UE)”, acrescentou.

O governo de Budapeste alega que tenta manter a segurança no espaço Schengen de livre circulação, controlando a sua parte da fronteira externa. O primeiro-ministro, Viktor Orban, considera que a migração é uma das maiores ameaças ao status quo na UE.

Mas a Hungria também se tem recusado a receber a sua quota de refugiados e tem sido acusada por várias entidades de abusos contra os requerentes de asilo.

Duas organizações de defesa dos direitos humanos, Hungarian Helsinki Committee e a Human Rights Watch, enviaram, na passada sexta-feira, uma queixa ao Comissário europeu para Migrações, Dimitris Avramopoulos, sobre as práticas atuais e propostas legislativas que bloqueiam a passagem e aumentam as deportações.