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O Robo-Mate carrega pesos por si


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O Robo-Mate carrega pesos por si

À primeira vista parece algo saído de um filme de super-heróis. Mas o Robo-Mate existe mesmo: trata-se de um dispositivo que poderá ser utilizado pelos trabalhadores em fábricas, por exemplo. O esforço necessário para levantar uma determinada carga é dividido por 10, protegendo a coluna vertebral do operador.

As lesões dorsais são mais do que comuns no contexto laboral. Essa é a questão central que motiva o projeto Robo-Mate: fornecer uma ferramenta que permita reduzir consideravelmente os riscos associados a uma atividade física mais complexa no local de trabalho.

“É uma tecnologia que previne a ocorrência de lesões dorsais. Podemos deslocar-nos para todo o lado. Tanto homens como mulheres podem desempenhar as tarefas em igualdade de circunstâncias”, explica-nos Maja Hadziselimovic, especialista em software.

Indústria, aeroportos e saúde

Este projeto europeu envolve 12 entidades parceiras provenientes de 7 países. A aplicação-base deste equipamento assenta no setor industrial. O projeto está em fase de conclusão em Augsburgo, na Alemanha.

“O Robo-Mate foi desenvolvido para auxiliar os operários na deslocação de cargas pesadas”, diz-nos Peter Heiligensetzer, da MRK-Systeme GmbH.

Existem três protótipos de exoesqueletos e os investigadores pretendem desenvolver novas funcionalidades para inúmeras aplicações. Segundo Heiligensetzer, “há necessidade no setor logístico dos aeroportos, para gerir as bagagens. E os enfermeiros, por exemplo, que têm de levantar idosos para os cuidados de saúde, ficariam muito contentes com este sistema”.

O Instituto Italiano de Tecnologia em Génova participou nos últimos avanços do protótipo final do Robo-Mate para o tronco humano.

O investigador Jesús Ortiz afirma que “uma das partes mais complicadas é tornar todo o sistema fácil de usar, confortável. Só assim é que o utilizador fica satisfeito por o estar a utilizar e vai olhar para o exoesqueleto como algo de útil”.

Para Jorge Fernández García-Llera, designer mecânico, “o mais desafiante foi, de facto, tornar o sistema o mais leve possível. Normalmente, utilizamos componentes standard, como as mochilas que os sherpas usam, por exemplo, criadas para suportar cargas pesadas e, ao mesmo tempo, ser confortáveis”.

Uma das soluções para garantir o controlo deste dispositivo vem de um método utilizado amplamente na biomecânica e que se prende com a atividade elétrica produzida pelos músculos.

Stefano Toxiri, engenheiro biomédico, aponta que “a técnica chama-se eletromiografia de superfície. Colocamos um elétrodo sobre a pele que lê a atividade muscular. Os sinais são processados para obter a informação pretendida, a saber: de quanta força necessita o utilizador, num dado momento, para otimizar o exoesqueleto”.

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