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Óscares 2017? Foi diferente...


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Óscares 2017? Foi diferente...

No melhor pano…

O momento que dominou toda a cerimónia dos Óscares de 2017 foi um erro como não há memória. Os atores Warren Beatty e Faye Dunaway hesitaram uns segundos antes de anunciar “La La Land” como o vencedor do Óscar de Melhor Filme. A equipa do filme de Damien Chazelle subiu ao palco e foi já com as estatuetas douradas na mão que descobriram que, afinal, o prémio era destinado a outro filme: “Moonlight”, de Barry Jenkins.

Foi o próprio produtor de “La La Land”, Jordan Horowitz, quem tomou o microfone, perante um Warren Beatty estupefacto, para dar conta da gaffe monumental. Aparentemente, Beatty e Dunaway receberam o envelope errado, com o nome de Emma Stone escrito, assim como o de “La La Land” (depois de ela ter ganho a corrida para o Óscar de Melhor Atriz).

Uma questão de diversidade

No ano passado, a quase ausência de artistas negros nas nomeações para os Óscares gerou uma imensa controvérsia em Hollywood. Nesta edição, um recorde: só entre os atores, houve 6 nomeados e dois deles ganharam.

Viola Davis (“Fences”) triunfou na categoria de Melhor Atriz Secundária e Mahershala Ali (“Moonlight”) tornou-se no primeiro ator muçulmano a receber a estatueta dourada.

O incontornável Donald Trump

Já nos Globos de Ouro, em janeiro, o presidente americano se tinha tornado no centro das atenções, sobretudo após o muito propalado discurso de Meryl Streep. A resposta de Trump foi chamar-lhe “uma das atrizes mais sobrevalorizadas de Hollywood”.

O anfitrião deste ano, Jimmy Kimmel, não perdeu a ocasião de parodiar, falando no conhecido trabalho “medíocre” de Streep em filmes como “O Caçador” ou “África Minha”. Foi por isso, salientou, que esta foi a “vigésima nomeação de Streep nos Óscares”. Ao mesmo tempo, Kimmel estranhou a ausência de comentários de Trump no Twitter durante a cerimónia.

Várias celebridades envergaram laços azuis em sinal de apoio ao American Civil Liberties Union que tem trabalhado no sentido de reverter a interdição de entrada nos EUA de cidadãos de certos países.

O realizador iraniano Asghar Farhadi, cujo “O Vendedor” ganhou a distinção de Melhor Filme Estrangeiro, boicotou a cerimónia, não comparecendo por “respeito ao povo” do seu país e das “outras 6 nações” atingidas pela “lei desumana” que restringe a entrada de viajantes nos EUA.

O Diabo veste Streep

Meryl Streep acusou Karl Lagerfeld de “estragar-lhe” esta cerimónia, ao acusá-la erroneamente de ser paga para usar um vestido de um outro estilista, em detrimento da Chanel.

Lagerfeld viria a reconhecer ter “mal interpretado” a situação, mas a atriz exige um pedido de desculpas oficial e alega que os propósitos do designer “circulam globalmente”, manchando a sua vigésima nomeação.

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