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Óscares 2017: "Não foi uma cerimónia tão política quanto algumas pessoas esperavam"

A euronews entrevistou a jornalista norte-americana Marci Gonzalez, da ABC News sobre os grandes momentos da cerimónia dos Óscares 2017.

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Óscares 2017: "Não foi uma cerimónia tão política quanto algumas pessoas esperavam"

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euronews: Obrigada por estar connosco em direto do teatro Dolby, em Los Angeles. Grande vitória para “Moonlight”. Será que é o fim dos chamados Óscares brancos?

Marci Gonzalez: “As pessoas falam efetivamente no fim dos ‘Óscares brancos’ e já falavam nisso quando as nomeações para melhores atores foram anunciadas. Nos últimos dois anos, a maioria dos nomeados eram atores brancos. Este ano, tivemos sete representantes da diversidade étnica. Por isso, muita gente disse que, este ano, deu-se um passo na direção certa. E com a escolha de “Moonlight” para melhor filme e de Viola Davis para melhor atriz secundária, podemos dizer que a polémica sobre os Óscares brancos terminou. Mas, a academia continua a trabalhar para aumentar a diversidade étnica e para que haja mais mulheres na academia. Graças a esses votos, no futuro, teremos mais diversidade em termos de filmes”.

euronews: “Pode contar-nos o que aconteceu no final, com o erro em torno do anúncio do Óscar para melhor filme?

Marci Gonzalez: “Foi uma grande confusão. O filme “La La Land” foi muito badalado, recebeu 14 nomeações. Eles anunciaram que esse filme tinha ganho o óscar para melhor filme. Os produtores de La la land” subiram ao palco e começaram a fazer um discurso até que se aperceberam de que tinha havido um erro e mostraram o cartão onde estava escrito “Moonlight”. O público ficou atónito. As pessoas não podiam acreditar que tinha havido um engano. A equipa de “La La Land” deixou o palco e chegou a equipa de Moonlight. A esta hora ainda devem estar a tentar perceber como é que uma coisa destas aconteceu”.

euronews: “O Óscar de melhor realizador foi atribuído a Damien Chazelle pelo filme ‘La La Land’. A academia recompensou uma obra que presta homenagem a Hollywood?

Marci Gonzalez: “Sim, absolutamente, o filme tinha recebido catorze nomeações, ganhou seis prémios e foi uma grande noite para Damien Cheazelle. É o realizador mais jovem a ganhar o Óscar. Foi uma grande noite para ele e para “La la land”. Só não ganharam o grande prémio”

euronews: “O Óscar para melhor filme estrangeiro foi atribuído ao filme iraniano “O vendedor” de Asghar Farhadi que boicotou a cerimónia devido as medidas anti-imigração de Donald Trump. Foi um gesto sem precedentes?

Marci Gonzalez: “Sim, foi lida uma mensagem em nome do filme, sobre as políticas de imigração de Trump. Foi um momento muito político, como era esperado, houve também um apresentador que afirmou que era contra a construção de muros, mais um comentário sobre as políticas do presidente Trump, mas, à parte esses casos, não foi uma cerimónia tão política quanto algumas pessoas esperavam, à exceção de Jimmy Kimmel, que contou várias piadas sobre Trump e inclusivamente lhe enviou uma mensagem através do twitter durante a cerimónia”.