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Presidenciais França 2017: Ecologista Jadot ao lado de Hamon pela primeira vez


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Presidenciais França 2017: Ecologista Jadot ao lado de Hamon pela primeira vez

Poucos dias após retirar a candidatura às Presidenciais francesas, o ecologista pró-Europa Yannick Jadot surgiu esta segunda-feira de manhã pela primeira vez em campanha pública ao lado do candidato socialista Benoit Hamon, a favor de quem anunciou ter desistido.

No domingo, os eleitores do partido Europa Ecologia Os Verdes (EELV, na sigla original) aprovaram com cerca de 80 por cento o acordo revelado quinta-feira entre Jadot e Hamon. Dos cerca de 17 mil eleitores que participaram na primária dos ecologistas em novembro, 9433 tomaram posição sobre a desistência do respetivo candidato em favor do candidato do centro-esquerda e 79,53 votaram “sim” contra 15,39 por cento (5,08 por cento abstiveram-se).

Jadot e Hamon visitaram de forma simbólica um dos restaurantes em Paris de uma conhecida multinacional de comida rápida: o MacDonalds da Gare do Leste. A luta contra a evasão fiscal tem feito parte da agenda dos Verdes ao lado das tradicionais preocupações ambientais.

 

Hamon atrás nas sondagens

As últimas sondagens referentes às Presidenciais francesas continuam a colocar Marine Le Pen, a líder da Frente Nacional (extrema-direita), como a mais votada da primeira volta (cerca de 26 por cento) e Emanuel Macron (independente de esquerda) em segundo (24 por cento). O candidato de centro-direita Françoi Fillon é o terceiro (21 por cento).

Benoit Hamon surge em quarto, com 15 por cento. Inspirado pela “geringonça” portuguesa, o socialista ainda espera conseguir também um acordo com o candidato da Frente de Esquerda europeia, Jean-Luc Mélenchon (11 por cento das intenções de voto), que o pode catapultar para a frente da corrida. Fonte: LObs

Neste primeiro ato conjunto com o ex-candidato ecologista, Benoit Hamon aproveitou para exigir a divulgação pública dos dados fiscais das empresas pelos países onde operam. O objetivo é evitar que os lucros, por exemplo, da filial francesa de uma grande multinacional não sejam “aspirados” por outras filiais situadas em paraísos fiscais como é o caso do Luxemburgo, como especificou Jadot.

“Quando uma empresa ganha dinheiro, ela deve dizer-nos onde o ganha para que se saiba onde ela deve pagar os impostos porque, hoje em dia, de facto, existem sistemas pelos quais as empresas movimentam o dinheiro através de ‘holdings’ e depois dizem: ‘desculpa-nos, frança, mas não tivemos lucros por isso não temos de pagar impostos’”, alertou o candidato socialista ao Eliseu.

O restaurante visitado por Hamon e Jadot tem vindo a ser palco de um protesto dos funcionários por salários mais justos numa empresa fundada nos Estados Unidos e que gera milhões.

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