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Prisão perpétua para condutores de corrida ilegal "assassina"

O caso passou-se na madrugada de um de fevereiro de 2016, envolveu um Audi 6 e um Mercedes AMG, e acabou com um violento e trágico choque com o Jeep de um reformado de 69 anos.

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Prisão perpétua para condutores de corrida ilegal "assassina"

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Uma corrida ilegal há pouco mais de um ano no centro de Berlim terminou com a morte de um inocente apanhado a meio. Esta segunda-feira, os dois condutores implicados no acidente foram condenados à prisão perpétua — um aviso sério aos praticantes destas competições automóveis à margem da lei.

Hamdi H., um operário de 26 anos sem profissão definida e já conhecido da polícia alemã, e Marvin N., um antigo soldado de 24 e atual porteiro de clubes de diversão noturna, circulavam a um de fevereiro do ano passado a mais de 150 quilómetros/ hora ao volante, respetivamente, de um Audi 6 e de um Mercedes AMG. Ao lado de Marvin, no banco do pendura, seguia a namorada, de 22 anos.

De acordo com algumas testemunhas, ambos os condutores terão desrespeitado vários sinais vermelhos no centro da capital alemã. A corrida terminou tragicamente quando o A6, de Hamdi, ultrapassou o rival num sinal vermelho e chocou violentamente contra um Jeep que havia avançado no cruzamento ao sinal verde.

O carro de Michael W. foi projetado cerca de 70 metros. O antigo médico, já reformado, de 69 anos, teve morte imediata a escassas centenas de metros de casa.

Hamdi teria carta há cerca de dois anos e sobreviveu ao embate apenas com algumas escoriações. Marvin evitou a colisão por pouco, mas o Mercedes acabaria também por embater no separador central e tal como o A6, de Hamdi, foi para a sucata. Os dois condutores tiveram de ser assistidos no hospital. A namorada de Marvin ficou apenas em estado de choque.

Um ano depois, já com 27 e 25 anos, Hamdi e Marvin foram condenados a passar o resto da vida atrás das grades. A justiça alemã espera que sirva de lição a outros praticantes destas corridas à margem da lei e que também têm dado muito que fazer às autoridades portuguesas, nomeadamente na Ponte Vasco da Gama e no derradeiro nó da A2 entre o Fogueteiro e Almada.

O psicólogo Haiko Ackermann sublinha que nestes casos envolvendo carros o poder está todo nas mãos das pessoas. “Quando se tem 400 ou 500 cavalos de potência nas mãos basta pisar um pouco o acelerador para mostrarmos toda essa força. Algo que estas pessoas não podiam fazer certamente nas suas vidas profissionais ou pessoais”, considera este especialista.