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Congresso americano prepara-se para ouvir o primeiro discurso de Trump


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Congresso americano prepara-se para ouvir o primeiro discurso de Trump

Quando forem 3 horas da madrugada na Europa, 21 horas em Washington, Donald Trump iniciará no congresso norte-americano o mais importante discurso do seu ainda curto mandato de presidente.

Um discurso que vai assentar em muito daquilo que já se conhece do seu programa: o fim do sistema de saúde, Obamacare; a reforma fiscal; a construção de um muro ao longo da fronteira com o México, a melhoria das infraestruturas para dar um impulso à economia. E, obviamente, o anunciado aumento gigantesco da despesa com a Defesa.

“Este orçamento vai ser o orçamento da segurança pública e da segurança nacional. Vai ser muito baseado nestas duas vertentes e muitas outras coisas. Vai incluir um aumento histórico das despesas com a defesa para reconstruir o exausto dispositivo militar na altura em que mais precisamos dele”, declarou.

Trump prevê um aumento de 9% (54 mil milhões de dólares) nas despesas militares para o próximo ano e a redução dos orçamentos de alguns ministérios e agências, tais como o Ambiente.

As críticas começaram já a surgir da parte de quadros no exército na reforma e de alguns peritos.

Benjamin Friedman, investigador na área da Defesa e da Segurança Interna no Instituto Cato, afirma: “Duvido que isto passe no Congresso tal como está. A razão porque não vai passar é que, ainda que os democratas concordem com o aumento da despesa militar, não concordam com a forma de fazê-lo. Os democratas não vão concordar com a redução massiva dos orçamentos da Agência para a Proteção Ambiental e o do Departamento do Estado para financiar o aumento na Defesa”.

Os democratas prometeram uma frente unida para bloquear ou atrasar certas reformas, nomeadamente as relativas aos direitos civis. “A interdição dos muçulmanos e refugiados pelo presidente desonra os nossos valores, viola a nossa Constituição e mina os nossos esforços na luta contra o terror. Ele lançou o cruel arrastão da deportação que vai destruir famílias e que tem arrastado imigrantes cumpridores da lei para fora dos refúgios das igrejas, dos tribunais e das escolas”, considera Nancy Pelosi, líder dos democratas na Câmara dos Representantes.

As tensões entre os democratas e Trump são evidentes, mas há também inquietude entre os republicanos que controlam o Senado por apenas dois lugares e têm uma margem pouco sólida de 22 congressistas na Câmara dos Representantes. O tempo virá em que Trump terá que negociar com todos.

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