Última hora

Filipinas: Polícia reformado admite ter morto 200 pessoas por ordem de Duterte

Nas Filipinas, um polícia reformado admitiu que fez parte de um chamado “esquadrão da morte” e que matou quase 200 pessoas.

Em leitura:

Filipinas: Polícia reformado admite ter morto 200 pessoas por ordem de Duterte

Tamanho do texto Aa Aa

Nas Filipinas, um polícia reformado admitiu que fez parte de um chamado “esquadrão da morte” e que matou quase 200 pessoas. Estes factos terão ocorrido na altura em que o presidente Rodrigo Duterte era autarca da cidade de Davao. Estas declarações foram feitas perante o Senado. Arturo Lascanas já tinha sido ouvido em outubro, mas garante que mentiu por temer pela segurança da família.

“Não posso levar para o túmulo estes segredos escuros e maus da minha vida, provocados pela minha obediência às ordens do autarca Rodrigo Duterte e à sua campanha contra a criminalidade e as drogas ilegais Eu tinha uma obediência cega e lealdade ao ponto em que estive indiretamente envolvido na morte dos meus dois irmãos”, afirmou Arturo Lascanas.

Recorde-se que o próprio Duterte admitiu que matou alguns criminosos mas sempre negou a existência dos “esquadrões da morte” na cidade que liderava. De qualquer forma, o Senado continua a dizer que não existem provas que comprometam o presidente filipino.

Mas para a oposição e para as organizações não governamentais há demasiadas evidências de que Rodrigo Duterte está a avançar com execuções extra judiciais: depois de ter chegado à liderança do país já morreram mais de 7 mil pessoas no âmbito da campanha antidroga. A Human Rights Watch e a Amnistia Internacional, por exemplo, consideram que a “guerra contra as drogas” nas Filipinas viola os direitos humanos da população.