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Holanda: Wilders ataca-se à Turquia para tentar subir nas sondagens


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Holanda: Wilders ataca-se à Turquia para tentar subir nas sondagens

O candidato populista às legislativas holandesas tenta recuperar o primeiro lugar nas sondagens, depois de ser ultrapassado pelos conservadores do atual primeiro-ministro.

Geert Wilders organizou um protesto frente à embaixada turca em Haia, dias depois das autoridades do país terem considerado “indesejável”, a realização de dois comícios do governo turco no país.

O político xenófobo pediu que os responsáveis políticos turcos sejam proibidos de viajar à Holanda para fazer campanha pelo referendo à expansão dos poderes do presidente turco.

“Estamos na Holanda e não queremos este tipo de interferência. Espero que o governo holandês seja um pouco mais firme e que mostre que estas pessoas não são benvindas quando querem fazer aqui a campanha. Nós não somos um país onde os estrangeiros que apoiam pessoas como o senhor Erdogan dão-lhe ainda mais poder e mais autocracia”, afirmou Wilders.

Wilders “derrotado” na sua própria campanha?

A uma semana do escrutínio, o primeiro-ministro Mark Rutte permanece o favorito à sua sucessão com 16% das intenções de voto, a menos dois pontos de vantagem da formação de Wilders.

Em terceiro lugar e quase empatados com 12% dos votos, os cristãos democratas e os liberais democratas, afirmam-se prontos a formar uma coligação para impedir que o partido xenófobo possa governar.

O discurso “todos contra Wilders” faz aumentar igualmente o eleitorado dos ecologistas que, em quinto lugar, são a formação com mais apoio entre os jovens.

Uma mobilização que contrasta com a forma como os temas de Wilders dominam a campanha, em especial depois do governo ter endurecido o seu discurso sobre as questões da imigração e do Islão.

O partido da Liberdade de Wilders deverá obter o maior apoio de sempre num escrutínio, graças ao debate sobre a crise dos refugiados.

A popularidade do discurso “anti-Islão” de Wilders – que promete proibir o Corão e encerrar todas as mesquitas – contrasta com o número diminuto de muçulmanos no país, cerca de 5% da população.

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