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Tráfego aéreo: Gerir atrasos e inconvenientes


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Tráfego aéreo: Gerir atrasos e inconvenientes

No ano passado, quase 10% de aproximadamente 10 milhões de voos por toda a Europa sofreram um atraso de pelo menos meia hora. É uma questão sensível não só para passageiros, mas também para as companhias, controladores de tráfego aéreo e para o ambiente. As condições meteorológicas, greves, problemas técnicos nos aeroportos ou nos aviões – são vários os motivos de atraso. E as consequências são bastante inconvenientes.

A companhia Thomas Cook diz que, que no ano passado, os atrasos tiveram uma duração média de apenas 17,6 minutos. Mas segundo o piloto experiente, Andrew Thorington, com 12 mil horas de voo, ainda é possível melhorar mais: “vemos um aumento nos atrasos nos aeroportos que estão a funcionar na capacidade máxima. Basta uma falha mínima nesse aeroporto para haver um efeito dominó que afeta muitas linhas aéreas, não apenas a nossa.”

Os aviões são cuidadosamente examinados para evitar qualquer atraso ligado a falhas técnicas. Mas outros motivos de atraso estão fora do alcance das companhias aéreas. Chris Woodland gere os horários aéreos na companhia: “os atrasos vão sempre existir. Depende da forma como os gerimos e com que ferramentas. Estamos em contacto direto com a Eurocontrol para resolver os atrasos mais significativos. Com as ferramentas que foram desenvolvidas é possível gerir os intervalos de tempo: fazer a troca entre os nossos aviões ou os de outra empresa. Dessa forma, não se perde capacidade na rede.”

Em parceria com os controladores aéreos da Europa, o gestor da rede EUROCONTROL procura minimizar os atrasos nos voos. É um desafio diário. “As companhias aéreas trabalham em estreita colaboração connosco, temos mais de 2 mil ligações com as diferentes companhias aéreas e aeroportos a operar na Europa. Se tiverem um pequeno problema num voo e se precisarem de mais tempo, o nosso papel é ajudar as companhias aéreas a cumprir os horários e a transportar os passageiros em segurança e a tempo”, acrescenta Brian Flynn da EUROCONTROL.

A EUROCONTROL também trabalha para garantir que o transporte tenha o menor impacto ambiental possível – descobrindo as rotas mais rápidas e mais ecológicas. “O passageiro quer ir de férias ou voltar de férias. É importante oferecer um serviço de qualidade para que no final os nossos clientes fiquem satisfeitos o suficiente e queiram voltar”, conclui Andrew Thorington. Um serviço aéreo de qualidade que todo o setor pretende manter sem atrasos.

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