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Guatemala investiga tragédia num lar para adolescentes


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Guatemala investiga tragédia num lar para adolescentes

A Guatemala, em choque, tenta determinar quem são os responsáveis pelo incêndio que provocou a morte a pelo menos 22 raparigas no centro de acolhimento em San José de Pinula, a 25 quilómetros da capital.

Há ainda 38 outras hospitalizadas com queimaduras graves.

No exterior do centro, os familiares esperavam desesperados por notícias.

O presidente Jimmy Morales decretou três dias de luto nacional e, antes mesmo das conclusões do inquérito, demitiu o diretor do lar.

A procuradora-geral, Anabella Morfín, anunciou a abertura da investigação judicial: “É uma tragédia lamentável e, enquanto Procuradoria-Geral, somos obrigados a denunciar o ocorrido ao Ministério Público, por forma a apurar as causas e determinar quem são os responsáveis”.

O lar, sobrelotado, acolhia órfãos, jovens vítimas de violência doméstica e membros de grupos criminosos. Segundo relatos, terão sido as jovens que incendiaram colchões para protestar contra os abusos físicos e sexuais de que eram vítimas no centro.

O secretário de Estado da Segurança Social, Carlos Rodas, veio a público dizer que a tragédia poderia ter sido evitada e acusa as autoridades judiciais, que tardaram em transferir, para outros locais, as adolescentes com problemas com a justiça.

A tragédia suscitou declarações de pesar de várias delegações diplomáticas e de agências da ONU.

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