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Hungria reforça controlos fronteiriços sob denúncias de violência contra migrantes


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Hungria reforça controlos fronteiriços sob denúncias de violência contra migrantes

As organizações humanitárias voltam a denunciar a violência policial contra migrantes na Hungria,um ano depois do país ter encerrado as fronteiras e declarado o “estado de emergência migratória”.

Segundo a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), vários refugiados provenientes do território sérvio continuam a ser brutalizados ou expulsos de forma sumária pelas autoridades húngaras.

Em Belgrado, onde dois mil refugiados esperam ainda poder prosseguir a travessia, um membro dos MSF, o médico Momcilo Djirdjevic, afirma:

“Recebemos várias queixas da parte de pessoas que sofreram casos de violência física que não puderam ser registados, uma vez que esta violência não deixou marcas na pele. Temos casos de golpes e fraturas. Desde meados do ano passado, temos vários casos de mordeduras de cão”.

O governo húngaro iniciou, entretanto, a construção de vários campos de detenção de refugiados junto à vedação fronteiriça com a Sérvia, depois de anunciar, esta semana, o encerramento de todos os centros de acolhimento no país.

Sob as críticas da ONU a uma “violação da legislação humanitária internacional”, Budapeste anunciou que vai deter sistematicamente todos os migrantes que tentem entrar no território.

O primeiro-ministro Viktor Orbán tinha justificado as medidas, na terça-feira, como de “autodefesa”, após ter classificado o fluxo migratório como “o cavalo de Tróia do terrorismo”.

Orbán anunciou igualmente o recrutamento de mais 3 mil voluntários para integrarem a nova milícia denominada “caçadores da fronteira”.