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Polícia diz que principal suspeito de dois assassinatos é "frio como o gelo"


Alemanha

Polícia diz que principal suspeito de dois assassinatos é "frio como o gelo"

Com DPA

Um rapaz alemão de 19 anos confessou ter apunhalado um menino de nove anos e um colega seu da escola, de 22, depois de uma autência caça ao homem de três dias que deixou toda a Alemanha em suspense.

As autoridades disseram que os crimes ocorrema na cidade independente de Herne, no estado de Nordrhein-Westfalen.

Na segunda-feira, Marcel H teria tentado suicidar-se duas vezes. Ao final do dia, conseguiu atraír o pequeno Jaden para a cave de sua casa.

Depois de ter morto a criança, procurou refúgio numa floresta.


Só depois foi até casa da segunda vítima, um amigo mais velho, com o qual jogou jogos de vídeo. Acabou por matá-lo porque este queria contar à polícia o que Marcel fizera a Jaden.

O corpo do colega apresentava 68 ferimentos de arma branca e marcas de violência à volta do pescoço. Marcel terá permanecido escondido com o cadáver durante dois dias, enquanto tentava evitar a polícia.

Foi depois até um restaurante grego, perto da casa da família onde acabou por entregar-se, na quinta-feira.

O rapaz, Marcel H, cujo nome de família não foi revelado, em cumprimento da lei alemã, confessou ter feito fotografias com o menino de nove anos e enviado as imagens aos amigos.

A polícia diz, no entanto, que insistiu no facto que não enviou imagens do corpo da criança para a chamada darknet, zona da Internet à qual apenas conseguem aceder os internautas munidos de software adequado.

Um assassino “frio como o gelo”

A polícia de Dortmund descreve Marcel H como um “típico assassino, brutal” e “frio como o gelo”, características que terão sido demonstradas à medida que explicava, durante o interrogatório, como tinha morto as duas vítimas.

Um jovem em constante estado de frustração depois de lhe terem sido recusados diferentes postos de trabalho.

Terá também visto ser-lhe recusado um lugar no exército alemão.

Era entusiasta dos jogos de vídeo e temia perder a ligação à Internet, depois de saber que teria de mudar-se com os pais para outra cidade, não muito longe da casa da família.

As autoridades alemãs devem agora decidir se poderá ser considerado mentalmente apto para ir a tribunal.