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#LigaPortuguesa J25 : Benfica "mandão" na jornada do “leão” Bas Dost


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#LigaPortuguesa J25 : Benfica "mandão" na jornada do “leão” Bas Dost

  • “Águias” reagem à altura ao descalabro europeu e à ameaça dos “dragões”;
  • FC Porto goleou em Arouca, com bis de Soares, e “tomou de assalto” o primeiro lugar, à condição;
  • Bas Dost assina “poker” e ainda falhou um penálti na goleada do Sportinge em Tondela;
  • O Sporting de Braga empata e atrasa-se.



Tudo na mesma na frente da Liga Portuguesa, com os três primeiros a somarem 12 golos, repartidos por partes iguais, nos respetivos jogos de uma jornada com 32 golos marcados.

O Benfica fechou a ronda com uma goleada “sem espinhas” diante do Belenenses, numa jornada marcada pelo “poker” do sportinguista Bas Dost, o melhor marcador do campeonato, que até falhou um penálti.

Começamos a ronda pelo fim. Depois do descalabro europeu, o Benfica tinha um importante teste na segunda-feira: sabendo que o FC Porto tinha ganho na sexta-feira e era líder à condição, iria a equipa de Rui Vitória ressentir-se da goleada sofrida em Dortmund?

Nada! E até seria desnecessária a “prenda” oferecida pelo ex-benfiquista Miguel Rosa logo aos 12 minutos, assistindo com o peito para o primeiro golo das “águias”, autoria de um goleador improvável, André Almeida.


Depois de uma primeira parte que chegou a ser sonolenta, o Belenenses pareceu entrar na segunda mais atrevido. Mas não foram além de um tímido remate ao poste de Miguel Rosa.

Aos 52 minutos, o Benfica levou a já tradicional injeção de “mitroglicerina”: a culminar uma rápida jogada de contra-ataque, Salvio assitiu e, à entrada da área, o Mitroglou rematou em arco, para o 2-0.


Nem dez minutos tinham passado, quando Eliseu surpreendeu a organização defensiva azul, na marcação de um livre, libertou Zivkovic e o sérvio assistiu Salvio à entrada da área. Em jeito e rasteiro, o argentino colocou o marcador em 3-0.

O Benfica passou a controlar, rui vitória aproveitou para rodar a equipa e dar minutos a Carrillo, Rafa Silva e André Horta. Pelo meio, ficou por marcar um penálti a favor do Belenenses, por falta de Samaris sobre Fábio Nunes e logo a seguir houve uma grande defesa de Ederson.


O Belenenses “entrou” tarde no jogo e à entrada dos descontos foi castigado com um quarto golo do Benfica. Assistência de Mitroglou e “carimbo” de Jonas.

As “águias” retomaram a liderança com mais um ponto do que o FC Porto.

Os “dragões” deslocaram-se a Arouca na abertura da ronda. Era o quarto jogo de Manuel Machado à frente dos arouquenses e a má sina do treinador, depois de ter sido despedido e deixado o Nacional nos lugares de descida, continua.


Aos 15 minutos, Danilo abriu o marcador de cabeça após livre de Brahimi. Aos 25, foi Soares, a cruzamento de Óliver Torres.

Na segunda parte, Diogo Jota, aos 72 minutos, e o bis de Soares à beira dos “90” ditaram a décima quarta derrota de Manuel Machado no presente campeonato e a quarta em outros tantos jogos desde que sucedeu a Lito Vidigal no comando do Arouca.

Soares, por seu turno, soma já nove golos de dragão ao peito — tantos golos quantos os que marcou na primeira metade da época pelo Guimarães (dois na Taça de Portugal). O brasileiro está ainda a seis de Mas Dost, mas ameaça dar luta ao holandês pelo título de melhor marcador.


Para o FC Porto, a goleada valeu nova subida à condição ao primeiro lugar, com o Benfica a repor tudo na mesma 72 horas depois.

O Sporting entrou em ação no sábado à noite. Em Tondela, Jorge Jesus deu finalmente espaço aos mais jovens e foi recompensado. Ele e Bas Dost.

Com o “mini” Podence como segundo avançado, Matheus Pereira à esquerda e o inevitável Gelson à direita, aos “leões” só faltou um médio centro ofensivo um pouco mais dinâmico que Bryan Ruiz, mas o costa-riquenho fez o que pôde à frente de William Carvalho, o “homem aranha” do meio campo defensivo.

O Tondela era orientado por Pepa há oito jornadas à entrada para esta ronda e no final aumentou aumentou para seis os jogos consecutivos sem ganhar.

O Sporting revelou alguma dificuldade para se adaptar a este novo figurino, em especial Matheus Pereira, muito escondido do jogo. Daniel Podence começou cedo a mostrar ao que vinha.

Aos 33 minutos, com uma simulação de corpo, o jovem de 1,62 metro de altura tirou um adversário do caminho, cruzou de pé esquerdo e Bas Dost nem precisou de recorrer ao seu 1,96 metro de altura para abrir o marcador. Simples. Os “gémeos” (brincadeira feita depois pelo Sporting nas redes sociais) parecem entender-se bem.


A perder, o aflito Tondela surgiu mais atrevido na segunda parte e, aos 55 minutos, aproveitou um mau passe de Bryan Ruiz para construir o lance do empate. Marcou o colombiano emprestado pelo Benfica John Murillo à boca da baliza.

O Sporting respondeu de pronto. Matheus insistiu à entrada da área, libertou em Bas Dost e o holandês bisou. Logo a seguir, Rui Patrício aplicou-se para evitar novo empate. O jogo animava.

Aos 69 minutos, Gelson ludibria Kaká, mas é derrubado à entrada da área pela direita. Grande penalidade. Sem Adrien e com Bas Dost a lutar pelo título de melhor marcador, o holandês foi o eleito de Jesus e assinou o “hat-trick.”

Pepa refrescou o ataque e o Sporting dilatou. Novo cruzamento de Matheus, Bas Dost foi empurrado pelas costas à boca da baliza e, da marca dos nove metros, fez “poker”, mas Claudio Ramos quase defendeu.

Jesus juntou João Palhinha a William Carvalho (uma invenção ainda por explicar dadas as similaridades entre ambos) e depois trocou Podence por Francisco Geraldes – estreia na primeira Liga pelo Sporting do médio recém-campeão da Taça da Liga pelo Moreirense.

Geraldes entrou para segundo avançado, andou um pouco perdido, mas à entrada nos descontos é dele o esforço cortado em falta por Claude Gonçalves na área dos anfitriões. Terceiro penálti.

Também recém-entrado e à procura de confiança, Joel Campbell pediu para marcar, Jesus recusou e insistiu em Bas Dost. O holandês marcou exatamente da mesma forma das duas anteriores e desta vez Claudio Ramos defendeu mesmo.

O Sporting venceu por 1-4, colocou-se a 11 pontos do FC Porto e aumentou para oito pontos a distância para o quarto, o Sporting de Braga. Bas Dost chegou aos 22 golos no campeonato e tem mais seis do que Soares, o novo “matador” do FC Porto.

Braga mais longe do pódio

O Sporting de Braga deslocou-se sábado a Chaves, mas não foi além do nulo com os transmontanos e deixou o Sporting dilatar para oito pontos a vantagem.

Jorge Simão continua sem justificar a mudança em dezembro exatamente dos flavienses para os bracarenses: em 11 jornadas, o treinador apenas conseguiu três triunfos e cinco empates.

Antes, já o Feirense havia surpreendido no Bonfim, o Vitória de Setúbal. Os sadinos até marcaram primeiro, por Vasco Fernandes, mas na segunda parte um autogiro de Frederico Venâncio relançou nos visitantes. Aos 82 minutos, Luís Machado confirmou a “cambalhota” no marcador.

No domingo, o Boavista ascendeu ao oitavo lugar às costas de Iuri Medeiros. Diante do Marítimo, o extremo emprestado pelo Sporting bisou de livre direto e ainda assistiu o peruano Iván Bulos para o 3-0 final.

Num dos jogos com mais golos da jornada, o Rio Ave recebeu e venceu o Moreirense, por 3-2.

Gil Dias abriu, em grande estilo, o marcador, aos 28 minutos. Alex empatou, aos 39. Rafa recolocou os anfitriões a ganhar à beira do intervalo.

Hélder Guedes reforçou a vantagem vila-condense, aos 54 minutos, e Neto fixou o 3-2 final à entrada do último quarto de hora.

No jogo com mais golos e emoção da ronda, o Estoril foi a Guimarães conquistar um ponto nos últimos segundos dos descontos.

Logo aos três minutos, Kléber abriu o marcador para os visitantes. Foi preciso esperar até à segunda parte para o Guimarães conseguir empatar, por Rafael Miranda.

Quase de pronto, Matheus índio recolocou os “canarinhos” na frente. Aos 63, Marega reempatou a partida e, aos 71, Rafael Martins bisou e colocou pela primeira vez os “conquistadores” a ganhar.

Depois houve duas expulsões para os da casa e uma para o Estoril já à entrada nos descontos. No minuto 95, Mattheus fez jus ao ADN de Bebeto, o pai, e de cabeça fixou o 3-3 final para desespero dos adeptos da casa.

O Nacional conseguiu, por fim, passar a “lanterna vermelha” ao Tondela, mas continua em lugar de descida. A jogar em casa, viu o Paços de Ferreira adiantar-se por Pedrinho à meia-hora.

Aflitos, os insulares conseguiram empatar, aos 78 minutos, pelo acabadinho de entrar Jhonder Cádiz. O Paços acabou a queimar tempo diante de um adversário direto na luta pela manutenção.

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