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Seis anos de uma catástrofe humanitária


Síria

Seis anos de uma catástrofe humanitária

Com Reuters, Associated Press e Lusa

Foi há seis anos que começou a revolta contra o presidente Bashar al-Assad, na Síria, no quadro das chamadas primavera árabes.

Uma revolta que depressa se transformou num conflito interno, no qual têm vindo a intervir atores regionais, que defendem os seus interesses na região, da Rússia aos Estados Unidos, passando pela Turquia.
Um conflito armado que é também um conflito de interesses. Mas, acima de tudo, um conflito que é já a maior catástrofe humanitária vivida na região e na Europa.

Para além do conflito entre Damasco e os grupos presentes no terreno, é preciso contar com o poder dos jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico ou Daesh (sigla em língua árabe).


O território conquistado pelos jihadistas do Daesh sofreu o peso da política da terra queimada, como aconteceu em Nimrud e em Palmira.

Os números de uma tragédia


Os dados foram recolhidos através da UNICEF, da Oxfam e do Conselho Norueguês para os refugiados (NCR, sigla em inglês).
  • A Síria tinha cerca de 22 milhões de habitantes em 2011
  • As Organizações Internacionais dizem o número de residentes será agora cerca de metade
  • Cerca de 5 milhões de pessoas vivem em países limítrofes
  • Cerca de 6,5 milhões de pessoas deixaram as suas casas no país
  • Quase 900 mil pessoas pediram asilo na Europa
  • Cerca 1 milhão sobrevivia sem qualquer ajuda humanitária (NCR)
  • Cerca 600 mil pessoas sobreviviam sem acesso a água potável em Alepo em 2016 (Oxfam)
  • Morreram 652 crianças durante a guerra em 2016 (UNICEF)
  • Mais 20% em relação ao ano passado (UNICEF)
  • Cerca de 850 crianças foram forçadas a combater em 2016 (UNICEF)
  • Mais do dobro do que as crianças forçadas em 2015 (UNICEF)
  • Foram atacados, no ano passado, 338 hospitais

ONU acusa Damasco e al-Assad de crime de guerra



Uma comissão de inquérito da ONU sobre a Síria disse que o exército de al-Assad cometeu “um crime de guerra” quando, em 2016, bombardeou uma estação de distribuição de água perto de Damasco.
Segundo um documento entregue ao Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, “o bombardeamento” da estação de distribuição de água em Wadi Barada, localidade rebelde a cerca de 15 quilómetros da capital, “foi efetuado pelas forças aéreas sírias”.

A mesma comissão rejeitou a versão avançada pelo regime liderado pelo Presidente Bashar al-Assad de que a estação de água tinha sido contaminada pelas forças da oposição.

“Embora existisse grupos de combatentes armados perto da estação de água no momento do ataque, a vantagem militar adquirida foi excessivamente desproporcional ao impacto que teve sobre a população civil” e “equivale a um crime de guerra”, concluíram os investigadores da ONU.

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