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Trump e Merkel juntos para tentar ultrapassar diferenças


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Trump e Merkel juntos para tentar ultrapassar diferenças

O intuito do primeiro encontro de Angela Merkel com Donald Trump era começar a ultrapassar as diferenças que os separam. Ambos afirmaram a produtividade do encontro, com Donald Trump a declarar a base comum do desejo de segurança, prosperidade e paz, mas é nos meios para os fins que a divergência se pode manter ou suavizar.

Acompanhada por uma comitiva de industriais de topo, a prioridade clara de Merkel era convencer Donald Trump da mais valia do comércio livre. Trump apressou-se a dizer que não era um isolacionista, mas manteve a tónica de a América beneficiar bastante mais dos eventuais futuros acordos: “Não sou um isolacionista. Sou pelo comércio livre, mas também sou pelo comércio justo e o nosso comércio livre conduziu a uma série de coisas más. Olhe-se para os déficits que temos e para a acumulação de dívida.”

Angela Merkel não contrariou abertamente, mas foi firme. A globalização, disse, deve ser moldada com uma mente aberta, mas de modo justo. Quanto a lidar com a Alemanha, isso implica uma posição face à União Europeia: “É apenas justo que ambos os lados lucrem dos tratados que fazem. Tendo isto em conta, ficaria feliz se se retomassem conversações entre a União Europeia e os Estados Unidos da América. Assinámos um acordo comercial com o Canadá e espero que, aqui, encontremos a oportunidade de voltar à negociação. Mas isto é algo que discutiremos.”

Emigração é outro assunto em que a discussão parece premente.
“A emigração é um privilégio e não um direito”, afirmou Trump.
Merkel afirmou que a mobilidade na União Europeia era um elemento fulcral para o progresso económico e para a paz alemãs desde há décadas.

Quanto à NATO, Donald Trump reafirmou o apoio dos Estados Unidos, mas lembrou que os aliados precisam de pagar a quota-parte justa nos custos de defesa. Merkel aquiesceu e remeteu para 2024 o objectivo dos 2% de PIB alemão na contribuição para a NATO.