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Mais de 70 mortos nas piores cheias das últimas duas décadas


Perú

Mais de 70 mortos nas piores cheias das últimas duas décadas

Com Lusa

As piores chuvas, transbordo de rios, deslizamentos de terras e inundações a atingirem o Peru em duas décadas já mataram mais de 70 pessoas e afetam mais de metade do país, segundo as autoridades peruanas.

As chuvas inesperadas foram seguidas de tempestades que atingiram fortemente a costa do Peru, causando a inundação de hospitais e deixando algumas vilas isoladas.

As tempestades foram causadas pelo aquecimento da superfície das águas no Oceano Pacífico, e espera-se que continuem por mais duas semanas.

Quando, em 1998, o país assistiu a um período semelhante de precipitação intensa e cheias, atribuídas ao fenómeno El Niño, 374 pessoas morreram.


O sistema de drenagem inundou nas cidades costeiras e o Ministério da Saúde começou a fumigar as áreas em torno das poças de água que se formaram nas ruas para matar os mosquitos, que transportam doenças como dengue.

Lima está sem abastecimento de água desde o início da semana.

O Governo destacou as forças armadas para ajudarem a polícia a manter a ordem pública nas 811 cidades onde foi declarado estado de emergência.

“O preço dos limões subiu, bem como o das batatas e do óleo alimentar”, disse Sara Arevalo, mãe de cinco filhos, que fazia compras num mercado no norte de Lima.

O Governo admitiu que os preços subiram 5% devido às cheias.

Na região de Lambayeque, 22 reclusos de um centro de detenção de jovens aproveitaram a chuva para fugir.

Na cidade de Trujillo, as chuvas inundaram um cemitério, com a água a transportar ossos para as ruas.

Na capital, Lima, onde o clima é seco e raramente chove, a polícia teve de ajudar centenas de residentes, num bairro nos arredores da cidade, a atravessarem uma rua inundada.

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