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"Carne Fraca": Temer sem temor à mesa de churrasqueira com embaixadores e ministros

O presidente brasileiro tenta conter o escândalo da carne adulterada, depois de uma reunião de emergência com vários ministros e um jantar numa churrasqueira, em Brasília, no domingo, com vários embai

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"Carne Fraca": Temer sem temor à mesa de churrasqueira com embaixadores e ministros

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O presidente brasileiro tenta conter o escândalo da carne adulterada, depois de uma reunião de emergência com vários ministros e um jantar numa churrasqueira, em Brasília, no domingo, com vários embaixadores estrangeiros.

Michel Temer garantiu ter reforçado os controlos sanitários, afirmando que a fraude limita-se apenas a 21 das mais de 4.800 empresas brasileiras do setor, no qual o Brasil é o maior produtor mundial.

A presidência brasileira foi obrigada a publicar um comunicado, onde garante que a carne servida durante o jantar era de origem brasileira.

Alguns medias do país afirmam que a churrasqueira onde Temer organizou o jantar só servirá carne importada do estrangeiro.

Sobre o escândalo sanitário, Temer afirmou que apenas seis das empresas investigadas pelo escândalo exportaram produtos nos últimos dois meses, garantindo que vai alertar os compradores desde esta segunda-feira.

Segundo o presidente, “a partir desta segunda-feira, o ministro da Agricultura vai informar quais os países receberam estes produtos, o tipo de produtos e a sua origem, empresa por empresa”.

Apesar das explicações exigidas por clientes como a China ou a União Europeia, o ministro da Agricultura brasileira, Blairo Maggi, garantiu que nenhum país decidiu suspender as transações. Maggi garantiu ainda que que o sistema de fiscalização brasileira é “forte e robusto”, mas não “infalível”.

Na sexta-feira, a polícia brasileira tinha lançado várias rusgas no quadro da Operação “Carne Fraca”. No centro da investigação, iniciada há dois anos, está uma rede criminosa que, com a cumplicidade de vários inspetores sanitários, teria vendido carne ilegal, produtos adulterados ou fora de prazo para o estrangeiro.

O escândalo ameaça a recuperação económica do Brasil, após dois anos de recessão e quando o comércio de carne bovina, avícola e suína brasileira representa mais 11.600 milhões de dólares anuais para os comerciantes do país.