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Drones, robôs e casas assombradas


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Drones, robôs e casas assombradas

A CeBIT é considerada a maior feira tecnológica do mundo e os avanços são notórios numa altura em que tudo, literalmente, está ligado à internet.

Há qualquer coisa no ar… E, provavelmente, são drones, se tivermos em conta que estamos na CeBIT, em Hanôver, um dos eventos tecnológicos mais aguardados do mundo. Na verdade, aqui existe mesmo um parque dedicado a estes pequenos aparelhos voadores.

“Um dos segmentos de mercado em maior expansão é o de voos para inspeção de infraestruturas e sobre zonas industriais. Atrás de nós estão modelos de instalações das quais não é fácil ter uma vista aérea. É necessário termos um sistema sólido e fiável”, diz-nos Matthias Beldzik, da Intel.

O tempo necessário para uma fiscalização, por exemplo, reduz-se drasticamente. Segundo Beldzik, “as câmaras e os sensores são cada vez melhores e mais leves. Ou seja, o tempo de voo é maior e os dados sobre as instalações inspecionadas são mais exatos”.

De robôs controlados à distância a… casas assombradas

Apesar de tudo, nem só de drones se faz a CeBIT 2017, que reflete um mundo onde praticamente tudo está ligado à internet.

Bem-vindos à realidade híbrida, onde o sistema permite a manipulação de robôs à distância, em tempo real, integrando o utilizador num cenário a 3 dimensões. “O utilizador coloca os óculos e pode operar robôs que estão a mil quilómetros de distância”, explica-nos Mohamed Mehdi Moniri, do Centro Alemão de Investigação em Inteligência Artificial.

Os robôs podem ser instruídos remotamente para manusearem substâncias perigosas, por exemplo. “Um trabalhador que use estes óculos vai ter a vida facilitada. Nós já estamos a desenvolver projetos específicos com a indústria, tendo em conta as vantagens que este dispositivo oferece, entre as quais criar um espaço de trabalho mais ergonómico”, salienta Moniri.

Outra inovação que tem dado que falar: um transporte público completamente autónomo implementado pelos correios da cidade suíça de Sion. Jürg Michel, do PostAuto Mobilitätslösungen AG, afirma que “o projeto dura há nove meses com dois miniautocarros que já transportaram 16 mil pessoas”.

O comportamento do veículo tem correspondido às expetativas, mas é necessário aperfeiçoar os sensores de segurança que se ativam durante a queda de neve. “Temos três sensores LiDAR. Funcionam como os olhos do veículo. É através deles que o autocarro reconhece os obstáculos e sabe quando parar”, realça Michel.

E depois há também… uma casa assombrada. Para revelar os perigos que a conetividade dos dispositivos do dia a dia pode trazer, esta instalação mostra o quão fácil é piratear uma chamada “casa inteligente”.

Marco di Filippo, especialista em segurança, afirma que “existem erros de configuração quando os proprietários colocam os dados pessoais nos dispositivos. As informações têm de ser corretamente protegidas”.

Estas e muitas outras demonstrações estão à disposição dos cerca de 200 mil visitantes a marcar presença nesta edição da CeBIT.

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