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Os exemplos sustentáveis do Japão e as metas da ONU

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De  Daleen Hassan
Os exemplos sustentáveis do Japão e as metas da ONU

<p><strong>As Nações Unidas estabeleceram</strong> <a href="https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/">objetivos de desenvolvimento sustentável para cumprir até 2030</a>. <strong>Os avanços económicos e sociais do Japão tornaram-no num modelo internacional. O que está este país a fazer para alcançar os objetivos da <span class="caps">ONU</span>?</strong></p> <p>A experiência do Japão no domínio do desenvolvimento sustentável é uma base privilegiada para atingir os objetivos delineados pelas Nações Unidas para 2030. Neste Spotlight, vamos olhar para a inovação nipónica ao serviço destas metas. </p> <h3>Tornar o setor da construção apelativo</h3> <p>Perante o envelhecimento da população e a diminuição da força de trabalho, a empresa Komatsu decidiu recorrer à inteligência artificial para tentar aumentar os níveis de produtividade.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="fr"><p lang="en" dir="ltr">Komatsu's Smart <a href="https://twitter.com/hashtag/Construction?src=hash">#Construction</a>: From automated machines to drones <a href="https://t.co/NoF0LBEJVK">https://t.co/NoF0LBEJVK</a> via <a href="https://twitter.com/EquipmentToday"><code>EquipmentToday</a> <a href="https://t.co/iyrwDJNBPn">pic.twitter.com/iyrwDJNBPn</a></p>&mdash; AWRF Organization (</code>awrf) <a href="https://twitter.com/awrf/status/733327359856631808">19 mai 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>As gerações mais jovens não costumam demonstrar grande apetência pelo setor da construção. Mas a <a href="http://www.komatsu.com/CompanyInfo/ir/annual/html/2015/strategies/smart_construction/">construção inteligente</a> promete mudar as coisas. Um exemplo: drones que fazem um mapeamento a laser das empreitadas para criar uma visão geral a 3 dimensões. A precisão alcançada permite reduzir consideravelmente a duração das obras, tornando também todo o processo mais ecológico.</p> <p><em>“A construção inteligente liga toda a cadeia de produção, do início ao fim. Os dados 3D permitem aumentar a eficiência das operações. Consequentemente, as emissões de CO2 diminuem”</em>, afirma Chikashi Shike, da Komatsu Ltd.</p> <p>Esta empresa pretende então atrair mais jovens, sobretudo mulheres, numa altura em que faltam mais de 1 milhão de trabalhadores no setor da construção nipónico.</p> <p><em>“Esperamos que este sistema motive mais mulheres a participar ativamente na indústria da construção, não apenas neste país, mas no mundo inteiro”</em>, declara Yuki Ohnuki, do departamento de construção inteligente.</p> <h3>Reduzir, Reciclar, Reutilizar</h3> <p>O tratamento de objetos obsoletos é um problema de monta nos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Para Shuji Yonomura, é sempre possível dar-lhes uma segunda vida. Nem que seja… um elétrico. <em>“Este é um elétrico que já não está em serviço. Mas há aqui muita coisa que pode ser reciclada”</em>, diz-nos.</p> <p>Shuji concebeu o <a href="http://www.google.fr/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0ahUKEwiQ9Zvo4N_SAhXGhRoKHdS9AS0QFggcMAA&url=http%3A%2F%2Fekh.rrcap.ait.asia%2Ffiles%2F3R.doc&usg=AFQjCNEJddMA8r46W85TgHKoBtWgmTgVcA&sig2=L_R_qh5M4uCBLd4F9qOQgg">projeto Remember</a>, que assenta em três Rs: Reduzir, Reciclar, Reutilizar. Aliás, considera que se trata mais de “reciclagem espiritual”, uma vez que os equipamentos recuperados carregam também a memória da função que tinham antes.</p> <p><em>“A ideia é canalizar os lucros gerados pela transformação dos objetos para organizações de solidariedade ou para a reparação doutros elétricos”</em>, aponta.</p> <h3>As casas de banho seguras</h3> <p>Vários países debatem-se com o problema das condições básicas de saneamento. Uma empresa japonesa afirma ter encontrado uma solução inovadora e acessível.</p> <p>Grandes aglomerações urbanas com esgotos a céu aberto e casas de banho improvisadas… É um cenário frequente em vários pontos da África subsariana e um vasto problema sanitário. A <a href="http://www.lixil.com/en/stories/stories_02/"><span class="caps">SATO</span> é uma casa de banho segura</a>, ou seja, foi criada especificamente para impedir a disseminação de germes e a circulação de insetos.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="fr"><p lang="en" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/UNCwaterandhealth?src=hash">#UNCwaterandhealth</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Lixil?src=hash">#Lixil</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Sato?src=hash">#Sato</a> poster affordable toilets low-resource settings plastic base locally made <$US5 with 10 yr life span. Wow! <a href="https://t.co/4wr2j0D3vG">pic.twitter.com/4wr2j0D3vG</a></p>— Jim Herrington (@uncglobalgate) <a href="https://twitter.com/uncglobalgate/status/786329764671938560">12 octobre 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p><em>“A porta faz de contrapeso. O recipiente é preenchido com cimento nas instalações e isso permite manter a porta fechada”</em>, explica-nos Jim McHale, vice-presidente da Lixil.</p> <p>Até 2020, a Lixil pretende melhorar as condições de saneamento em que vivem perto de 100 milhões de pessoas.</p> <h3>“Temos uma abordagem centrada nas pessoas”</h3> <p>A partilha de conhecimentos e de ‘know-how’ é crucial para atingir os objetivos de desenvolvimento sustentável. Para falar precisamente sobre a implementação dos objetivos neste país, a jornalista Daleen Hassan convidou Megumi Ishizuka, da Global Cooperation no Japão.</p> <p><strong>Daleen Hassan, euronews:</strong> Quais são os vossos avanços rumo a estas metas?</p> <p><strong>Megumi Ishizuka:</strong> O Japão tem trabalhado, por exemplo, nas questões relacionadas com o poder das mulheres e com a dignidade das condições laborais. A nível internacional, o Japão tem sido um defensor do princípio da segurança para todos, o que corresponde aos preceitos da Agenda 2030. Temos uma abordagem centrada nas pessoas que pode ajudar os países em vias de desenvolvimento a alcançarem os objetivos estabelecidos, sobretudo em domínios como a gestão de catástrofes ou na área da Saúde em África.</p> <p><strong>euronews:</strong> Com todos estes desafios, é realista pensar que os objetivos da <span class="caps">ONU</span> vão ser alcançados até 2030?</p> <p><strong>Megumi Ishizuka:</strong> As nossas expetativas são muito altas. O grande desafio da comunidade internacional é alertar a opinião pública, sobretudo os jovens, até porque estes objetivos destinam-se a moldar o futuro em que irão viver.</p>