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Emmanuelle Haïm: "As escolhas musicais mudam de uma produção para outra"


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Emmanuelle Haïm: "As escolhas musicais mudam de uma produção para outra"

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Emmanuelle Haïm dirige a sua própria orquestra de música barroca, a Concert d’Astrée. O que torna esta ópera “O Regresso de Ulisses à Pátria” única?

“‘O Regresso de Ulisses à Pátria” consiste num manuscrito que é uma cópia que não é da autoria de Monteverdi e sobre a qual não há qualquer indicação, aliás como era costume naquela época. Ninguém sabe que instrumentos é que eles usavam precisamente. Ou seja, o papel do maestro neste caso é muito diferente do que era no século 19. A música também era interpretada, mas com muito mais indicações. Neste caso, é preciso estar constantemente a tomar decisões. Isto é, as escolhas musicais e as improvisações mudam de uma produção para outra”, explica-nos.

A maestrina francesa descreve-nos os instrumentos utilizados na altura em que a obra foi composta: “Há dois grupos essenciais de instrumentos. Há os instrumentos do chamado ‘fondamento’: temos a viola da gamba, o violoncelo da braccio que seguramos nos braços… E depois existem os instrumentos polifónicos que fazem a harmonia: o órgão, todos os instrumentos da família do alaúde até às teorbas, que produzem baixos muito profundos. E depois temos todos os instrumentos melódicos, da família dos violinos, os cornetos, que pertencem à família dos metais, mas que são feitos de madeira à exceção do bocal, que é o mesmo dos trompetes. É tudo isto – e ainda a flauta de bisel – que compõe o conjunto instrumental da Veneza de 1630-1640”.

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