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Egito: Autoridades libertam antigo Presidente Hosni Mubarak


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Egito: Autoridades libertam antigo Presidente Hosni Mubarak

Com Sérgio Almeida

Após seis anos de detenção, Hosni Mubarak saiu esta sexta-feira em liberdade, no Cairo.

O antigo Presidente egípcio estava detido num hospital militar da capital.

Mubarak foi agora levado para casa, no exclusivo bairro de Heliópolis.

A libertação de Mubarak marca um novo capítulo na saga de um presidente que foi alvo de uma revolução popular contra a sua governação, pedindo o fim de 30 décadas marcadas por corrupção, abuso de poder, violação sistemática dos Direitos Humanos e repressão e tortura de opositores.


A libertação do antigo presidente egípcio é, para muitos, no país, uma má notícia, como também o é para os vários países do norte de África e Médio Oriente, palco das primaveras árabes.

Tunísia, Líbia, Iémen, Bahrein, Egito e Síria viveram ou vivem momentos difíceis depois das revoluções, entre guerras civis ou situações de Estados falhados.

Renúncia e condenações

Hosni Mubarak renunciou à presidência do Egito a 9 de Fevereiro de 2011, depois de uma onda de protestos no país.

Foi primeiramente detido, depois julgado e condenado a prisão perpétua pela morte de 239 manifestantes.

Mais tarde, em novembro de 2014, foi absolvido destes crimes e internado no hospital militar de Maadi, no Cairo.

Hosni Mubarak, uma vida ligada aos destinos do Egito

  • 1928- nasce no seio de uma família da burguesia rural do delta do Nilo
  • Piloto de caças da Força Aérea egípcia
  • Chega depois ao topo da hieraquia militar
  • 1973- Carreira política depois da guerra do Yom Kippur

  • 1975- Vicepresidente em 1975, nomeado por Anwar al-Sadat
  • 1981- Assume o poder depois do assassinato do presidente
  • Diálogo com Israel vale-lhe apoio do Ocidente
  • Aliado muito próximo dos Estados Unidos

  • Mandato marcado pela corrupção, desigualdades e repressão
  • Manteve o estado de urgência no Egito de forma permanente
  • Adversário determinado dos jihadistas no país e na região
  • 2011-Resignação no quadro da Revolução de 25 de janeiro

  • 2012- Condenado a prisão perpétua pela morte de manifestantes
  • Posteriormente libertado, diz estar “de consciência tranquila”

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