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Incerteza de 43% entre eleitores na Presidenciais francesas


França

Incerteza de 43% entre eleitores na Presidenciais francesas

As ruas de França enchem-se de eleitores indecisos a pouco menos de um mês da primeira volta das eleições presidenciais.

Mais de 4 em cada 10 franceses não sabe ainda em quem vai votar, o que traduz para 43% por cento os eleitores indecisos para a primeira volta, a 23 de abril. O número chega de uma sondagem desta sexta feira pelo instituto de estudos independente Odoxa para a rádio France Info.

Marine Le Pen, líder da Frente Nacional, anti-União Europeia e anti-imigração tem 60% dos seus eleitores decididos e é dada pelas sondagens como a oponente do centrista independente Emmanuel Macron após a primeira volta, o que daria ao candidato uma vitória quase garantida a 7 de maio, dizem as sondagens.

A sondagem da Odoxa mostra que Macron tem apenas 47% dos seus eleitores com voto decidido, mas que se posiciona ombro a ombro com Le Pen, com 25% de intenção de voto cada um no eleitorado geral.

O especialista francês em política interna da Universidade de Ciências Políticas, Bruno Cautres, aponta a peculiaridade indiciada pelas sondagens: “Se a eleição fosse amanhã, provavelmente a segunda volta teria Macron e Marine Le Pen, o que é um caso bastante interessante dado que seria a primeira vez numas presidenciais francesas com uma segunda volta entre dois candidatos não pertencentes aos dois maiores partidos de França.”

François Fillon, que já ocupou a posição cimeira em sondagens, viu a popularidade descer desde que os media noticiaram, no final de Janeiro, que a sua mulher e dois filhos teriam recebido centenas de milhares de euros de fundos públicos por trabalho que podem não ter realizado. Esta última sondagem dá-lhe 57 por cento do seu universo eleitoral decidido, mas no eleitorado geral a percentagem cifra-se agora em menos de 20.

Benoit Hamon, o candidato do Partido Socialista, tem 40% dos seus votantes já sem hesitação, mas reúne, no total, 12% de votos, muito perto do candidato de esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon.

Um cenário de incerteza sem precedentes numas eleições presidenciais francesas, em que a direita aparece nas sondagens com maior certeza de voto do que o eleitorado de esquerda.

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