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#QMundial2018: Portugal quer "controlar e dominar" a Hungria


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#QMundial2018: Portugal quer "controlar e dominar" a Hungria

Fernando Santos quer Portugal “a controlar e a dominar” a Hungria na reedição deste sábado, no Estádio da Luz, em Lisboa, daquele que foi considerado o melhor jogo do Euro2016, terminando na altura, em Lyon, França, num 3-3 favorável a ambas as equipas para seguirem em prova — no caso da seleção das quinas, rumo ao título.

Desta feita, também não é a “feijões”. Está em jogo a qualificação para o Mundial de 2018, na Rússia. Portugal é segundo no grupo B, a três pontos da líder Suíça e com dois a mais que a Hungria, após quatro jornadas.

A estratégia do selecionador português passa por deixar os húngaros desconfortáveis, obrigando-os a jogar em contra-ataque sendo “uma equipa que não tem essas características”. “(A Hungria) gosta de ter a posse de bola e de sair para o ataque com a bola controlada”, explicou Fernando Santos.

Sem garantir conquistas, o “engenheiro” do título europeu (o do penta, já era!) apenas prometeu “uma equipa a fazer tudo para estar no Mundial”, lembrando que o duelo de há nove meses foi “atípico.”

“Havia uma ansiedade muito grande nos meus jogadores. (Agora) precisamos da vitória, mas não há a ansiedade desse jogo (do Europeu). A Hungria já estava apurada e jogou com outra liberdade. (Agora) as duas têm a pressão da qualificação”, lembrou.

Pelo plenatel português, coube ao central Bruno Alves passar pela sala de imprensa, mas o jogador falou como melhor sabe jogar, à defesa, e socorreu-se de frases “chavão” a enaltecer o coletivo e o trabalho, mas sempre deixou um desejo: “vamos tentar eliminar a concorrência e chegar ao objetivo o mais rápido possível.”

Portugal tem o melhor ataque do grupo, mas já sofreu três golos. Com os jogadores, reviu no entanto o jogo do Euro2016. “Mostrei-lhes aquilo em que não estivemos tão bem, mas também aquilo que fizemos bem. Dependemos só de nós e eles também querem chegar ao Mundial. Não acredito numa Hungria defensiva. Vai ser um jogo difícil, mas acredito que vamos vencer”, concretizou.

Nani, autor do primeiro golo de Portugal no jogo de junho passado, é baixa de peso na seleção portuguesa, mas, em contrapartida, Fernando Santos conta com Bernardo Silva e Gelson Martins, dois jogadores ausentes no Europeu, a atravessarem ambos excelentes momentos e que podem cada um a seu estilo colmatar a ausência do agora extremo do Valência.

Hungria quer marcar ao campeão europeu

Do lado da Hungria, o selecionador, o alemão Bernd Stock, colocou a pressão toda do lado português, mas também deixou um aviso.

“Vai ser um jogo fantástico, após quatro meses de preparação. Vamos defrontar o campeão europeu e não temos nada a perder. A situação é clara, eles são os favoritos, mas queremos fazer o nosso melhor e temos de marcar golos para ganhar o jogo”, disse Stock, acrescentando que “seria ótimo somar pontos neste jogo.”

Para o capitão da Hungria, o jogo do Euro é “diferente” deste, “pelo ambiente e pelo grau de nervosismo”. “Seria um erro ter esse jogo como base deste e contar com os mesmos três golos”, afirmou o autor do bis húngaro diante dos portugueses há nove meses.

O veterano Zoltan Gera, de 37 anos, autor do primeiro golo no 3-3 de Lyon, perspetivou uma “partida muito difícil contra o campeão europeu”, mas revela que a Hungria fez “uma boa preparação”. “Temos um plano, os jogadores sabem o que fazer e vamos tentar pô-lo em prática”, concluiu.

Grupo A: Holanda sob pressão na Bulgária

A líder França tem à partida uma deslocação fácil ao vizinho Luxemburgo e a nota de maior destaque é a esperada estreia do menino prodígio do Mónaco, de Leonardo Jardim: o avançado Kylian Mbappé, de 18 anos.

A três pontos dos gauleses, a Holanda tem o duelo mais difícil do grupo com a deslocação à Bulgária, equipa que tem apenas menos um ponto que a “laranja”. A Suécia tem os mesmos sete pontos dos holandeses e recebe a antepenúltima do grupo, a Bielorrússia.

Grupo H: Duelo de “galos” pelo poleiro

O embate entre a Bélgica, a líder só com vitórias, e a Grécia, a segunda, a dois pontos, centra as atenções deste grupo H. Os “diabos vermelhos” não deverão, no entanto, interromper a senda vitoriosa, com a Grécia pressionada após o empate em casa (1-1) na última jornada diante da Bósnia-Herzegovina.

Terceiros no grupo, a dois pontos dos helénicos, os bósnios recebem o adversário mais fácil do grupo, Gibraltar, equipa que já sofreu 17 golos.

A receção de Chipre à Estónia deverá marcar a diferença entre ambas as seleções, atualmente empatadas com três pontos na classificação, embora a defesa dos bálticos já tenha consentido 15 golo, mas Chipre também ainda só marcou três e todos no último jogo, na receção a Gibraltar, o primeiro jogo em casa.