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Oxfam: Bancos europeus realizam um quarto dos lucros em paraísos fiscais


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Oxfam: Bancos europeus realizam um quarto dos lucros em paraísos fiscais

Não há transparência que valha.
Os grandes bancos europeus continuam a aproveitar os paraísos fiscais para encherem os cofres. De acordo com o relatório da OXFAM”:https://www.oxfam.org/sites/www.oxfam.org/files/bp-opening-vaults-banks-tax-havens-270317-en.pdf publicado esta segunda-feira, 20 grandes bancos europeus fazem um quarto dos seus lucros – 25 mil milhões de euros – nesses territórios. Entre eles estão o HSBC, o Barclays, o RBS, o BNP Paribas, o Crédit Agricole, a Société Générale, o Deutsche Bank, o UniCredit, o Santander e o BBVA.

Estes 20 bancos declaram nos paraísos fiscais: 26% dos lucros; mas apenas 12% do volume de negócios e 7% dos funcionários.

Em 2015, estes bancos conseguiram lucros de 628 milhões de euros em paraísos fiscais onde não têm nenhum empregado. O BNP Paribas ganhou 134 milhões livres de impostos nas ilhas Caimão, onde não tem um único funcionário. Na relação entre a rentabilidade e a produtividade por funcionário, os números são reveladores:
nos paraísos fiscais ela é, em média, 4 vezes superior; ou seja 171 mil euros por ano, contra os 45 mil, nos restantes países.

Os três paraísos fiscais preferidos dos bancos europeus são Hong-Kong, Luxemburgo – onde os lucros dos 20 bancos foram de 4,9 mil milhões de euros em 2015 – e a Irlanda, onde o RBS, a Société Générale, o UniCredit, o Santander e o BBVA obtiveram uma rentabilidade superior a 100%.

Só o Luxembourg e a Irlanda – dois membros da União Europeia – concentram 29% dos lucros obtidos pelos bancos em paraísos fiscais.

O relatório da Oxfam foi possível graças às novas normas de transparência da União, que obrigam os bancos a declarar os lucros e impostos em cada país em que operam. Mas, com mais ou menos transparência, as práticas permanecem e o caminho da fuga aos impostos continua livre.