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Amnistia Internacional: Bombardeamentos da coligação liderada pelos EUA mataram centenas de civis em Mossul

"O elevado número de vítimas civis sugere que as forças da coaligação que conduzem a ofensiva em Mossul não tomaram as devidas precauções para evitar mortes de civis, em flagrante violação do direito

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Amnistia Internacional: Bombardeamentos da coligação liderada pelos EUA mataram centenas de civis em Mossul

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A Amnistia Internacional acusa as forças da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos de responsabilidade pela morte de centenas de civis em Mossul. Famílias inteiras morreram em bombardeamentos porque o exército iraquiano tinha recomendado aos civis de Mossul que não abandonassem a cidade, segundo a organização não governamental.

Num destes bomardeamentos no dia 17 de março morreram mais de 150 civis no bairro de Jidideh, em Mossul ocidental.

Um dos residentes que sobreviveu, contou que “As paredes caíram-nos em cima, fugimos com aquilo que pudemos trazer. Se fossemos mais numerosos poderíamos ter sido atingidos quando fugíamos.”

“O elevado número de vítimas civis sugere que as forças da coaligação que conduzem a ofensiva em Mossul não tomaram as devidas precauções para evitar mortes de civis, em flagrante violação do direito internacional humanitário”, afirma, num comunicado da Amnistia Internacional, Donatella Rovera, que investigou os incidentes em Mossul.

As únicas forças que realizam ataques aéreos naquela zona são o exército iraquiano e a coligação internacional, da qual fazem parte, entre outras, a França e o Reino Unido.

Está em curso um inquérito para averiguar quem no exército iraquiano ou na coligação executou os ataques aéreos em questão e em que condições.

Estão a ser analisados mais de 700 vídeos de ataques aéreos da coligação internacional para apurar se as explosões que originaram a morte de civis foram causadas por bombardeamentos americanos ou da coligação, disse no Pentágono o porta-voz do Comando Central das forças armadas norte-americanas no Médio Oriente, coronel John Thomas.

Acusada de crimes de guerra pelos ocidentais durante o cerco de Alepo, a Rússia “vai colocar questões” sobre Mossul diante do Conselho de Segurança das Nações Unidas, advertiu na Mosul antes de o Conselho de Segurança advertiu o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, cujo país não integra a coligação anti-jihadista no Iraque.