Última hora

Em leitura:

França: O programa económico dos principais candidatos ao Eliseu


Economia

França: O programa económico dos principais candidatos ao Eliseu

A um mês das presidenciais francesas, os principais candidatos apresentaram as medidas económicas ao patronato, esta terça-feira.

François Fillon, candidato de centro direita, defende uma forte redução dos impostos e das cotisações patronais para impulsionar a competitividade e criar empregos.

O programa do antigo primeiro-ministro de Nicolas Sarkozy prevê também uma redução da despesa pública e medidas para fomentar o espírito empresarial por forma a evitar a fuga de talentos.

))

O candidato dos Republicanos preconiza também um aumento do tempo semanal de trabalho e mudanças no código laboral.

Se o programa de Fillon é largamente apoiado pelo patronato, já não se pode dizer o mesmo do de Marine Le Pen.

A candidata da Frente Nacional defende a saída do euro, fortemente criticada por economistas e empresários devido aos riscos de desvalorização cambial

Marine Le Pen preconiza pelo contrário o protecionismo das empresas francesas face à concorrência e pretende levar os bancos a conceder mais crédito às pequenas e médias empresas. Nesse sentido, Le Pen defende a criação de taxas de juro preferenciais para as empresas e empréstimos mais baratos para as famílias.

))

Emmanuel Macron, antigo ministro da Economia e líder do Movimento En Marche!, de centro, defende uma forte redução da despesa pública.

Ao mesmo tempo, propõe uma política fiscal e social que fomenta o emprego, o consumo e a competitividade empresarial.

No mercado do trabalho, Macron preconiza uma maior flexibilidade laboral, permitindo negociações setoriais sobre horários de trabalho e salários.

Do programa Macron consta ainda um plano de investimento de 50 mil milhões de euros a favor da inovação e do conhecimento, pois considera que a formação é a chave para reduzir o desemprego.

))

A grande medida de Benoît Hamon é a criação do rendimento universal, ou seja, um salário de base para todos para lutar contra a pobreza.

O candidato socialista ao Eliseu defende ainda o investimento numa economia amiga do ambiente e o desenvolvimento do setor digital, graças à inovação.

O certo é que Hamon falhou a oral com o patronato para se deslocar a Berlim, onde constatou as divergências com Angela Merkel sobre a questão da austeridade.

))

“Jean-Luc Mélenchon com o movimento “France Insoumise” representa a esquerda radical”:https://avenirencommun.fr/10-mesures-emblematiques/ e lidera a ideia de uma revolução impulsionada pelos cidadãos, através de uma renovação das instituições democráticas.

O candidato luta pela defesa dos bens comuns, é contra tratados de livre comércio, exige uma renegociação dos tratados europeus e defende um aumento do salário mínimo.

))

A decisão está nas mãos dos franceses que votam a 23 de abril na primeira volta das presidenciais.