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Brexit: Uma vida mais complicada para europeus e britânicos


Reino Unido

Brexit: Uma vida mais complicada para europeus e britânicos

Com Reuters e Lusa

O início do processo de saída do Reino Unido da União Europeia, conhecido como Brexit, depois do referendo de junho do ano passado, quando 52% dos votantes optou por abandonar a UE, foi oficializado com o envio de uma carta oficial da parte da primeira-ministra britânica, Theresa May, ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

O dispositivo de saída, previsto no tratado europeu, determina que ambas partes têm dois anos para chegar a um acordo sobre a separação, com implicações políticas, jurídicas, económicas e financeiras.


Muitos cidadãos, britânicos e europeus, serão também afetados, em particular os europeus residentes no Reino Unido – cerca de 3 milhões – e os britânicos residentes em diferentes países da UE – cerca de 1,3 milhões.

Tudo porque o Brexit afetará a liberdade de circulação de pessoas.

Vários cidadãos britânicos, residentes em Estados membros da UE, esforçam-se por adquirir a nacionalidade destes países, como tem vindo a acontecer na Alemanha (onde vivem cerca de 100 mil britânicos), em França (cerca de 200 mil), em Espanha ( cerca de 250 mil) e em Portugal (cerca de 165 mil) – os números foram recolhidos através da consulta da imprensa da cada país, tendo em conta que os dados apresentados são descritos como “oficiais”.

Residentes da UE em solo britânico enfrentam processo democrático demorado

Muitos residentes em território britânico, por outro lado, ainda que casados com nacionais e com filhos nascidos no Reino Unido, deverão passar por todo um processo de atribuição de nacionalidade britânica, que tem vindo a revelar-se, em alguns casos, um verdadeiro pesadelo.

O mesmo acontece com trabalhadores comunitários, muitos dos quais com um contrato de trabalho permanente ou de longa duração.

Governo português deverá adotar política de “cidadãos primeiro”

A prioridade do Governo português para as negociações que se seguem, no âmbito do Brexit, será garantir os direitos adquiridos e futuros dos cidadãos europeus a viver no Reino Unido.


Para o Executivo, é preciso “salvaguardar” os interesses dos cidadãos no Reino Unido, quer no caso dos direitos adquiridos até ao momento em que o país deixe ser membro da UE, quer depois dessa data.

A secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Margarida Marques, considerou “importante” a proposta do Reino Unido de negociar uma “parceria especial e profunda” com a UE, paralelamente à negociação dos termos de saída.

A sugestão foi feita na carta do Executivo britânico, entregue a Donald Tusk.

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