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Países da América do Sul exigem restabelecimento da "ordem democrática" na Venezuela


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Países da América do Sul exigem restabelecimento da "ordem democrática" na Venezuela

Vários países da América do Sul condenaram a rutura da “ordem democrática” na Venezuela e exigiram o seu “rápido restabelecimento”.

Nas ruas de Caracas, estudantes envolveram-se em confrontos com a polícia, quando tentavam aproximar-se do Supremo Tribunal para contestar a decisão da instância de destituir o Parlamento, controlado pela oposição, e assumir os poderes legislativos.

A procuradora-geral venezuelana denunciou uma “violação evidente da ordem constitucional e um desrespeito pelo modelo do Estado e pela Constituição da República Bolivariana da Venezuela”. Luisa Ortega Díaz frisou que a decisão do Supremo Tribunal “constitui uma rutura da ordem constitucional”.

Também com a Constituição na mão, o presidente Nicolás Maduro defendeu a posição da instância, favorável ao poder, e apelou à oposição para que regresse ao diálogo para tentar resolver a crise venezuelana.

Maduro afirmou que “a Assembleia Nacional foi minimizada pelo seus próprios erros, numa situação atípica, que é produto das suas próprias ilegalidades”.

Argentina, Chile, Brazil, Colômbia, Uruguai e Paraguai que, como a Venezuela, são membros da Unasur (União Sul-Americana das Nações), afirmaram que a decisão do Supremo Tribunal venezuelano põe em causa “os valores essenciais da democracia representativa e a separação de poderes, pilares do Estado de direito”.