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#LigaPortuguesa J27: FC Porto empata Benfica e Sporting aproxima-se do líder


Desporto

#LigaPortuguesa J27: FC Porto empata Benfica e Sporting aproxima-se do líder

  • Benfica e FC Porto voltam a empatar e deixam a liderança tal como estava;
  • Sporting ganha terreno pela segunda jornada consecutiva aos primeiros;
  • Seis golos na Pedreira de Braga e “guerreiros” fora do “quarto”.





    Começamos o resumo da jornada no clássico da Luz. Jonas, de penálti a abrir o jogo, e Maxi Pereira, a abrir a segunda parte, fixaram o empate (1-1), num jogo que só animou após o golo portista e que sublinhou a falta de criatividade de ambos os conjuntos no meio-campo ofensivo.


Rui Vitória foi racional e optou por uma equipa conservadora perante um adversário motivado pela possibilidade de conquistar a liderança. Rafa surgiu na esquerda e intensificou a capacidade de pressão defensiva das “águias.”

A equipa de Nuno Espírito Santo revelou dificuldades em dar sequência à posse de bola e ficou ainda mais “presa” depois de Jonas “ganhar” e concretizar um penálti, logo aos sete minutos. Casillas não teve frieza para defender o remate do brasileiro para o meio da baliza.


André André foi o elemento escolhido para surgir à frente de Danilo e o meio campo portista ressentiu-se da pressão rival e da incapacidade dos dois médios centro em dar dinâmica ao jogo “azul e branco”.

Dos criativos, Brahimi tentou remar sozinho. Corona e Óliver não conseguiram criar diagonais e libertar espaço de ação para o novo “ninja”, Soares, o único avançado no “11” portista — André Silva ficou no banco.

A ganhar, o Benfica remeteu-se ao jogo de que mais gosta, o contra-ataque, no entanto também sem muita inspiração. Apenas Salvio parecia ter ideias, mas com Jonas e Mitroglou na frente o importante é meter a bola no ataque e esperar alguma coisa da dupla.

O intervalo chegou com o FC Porto a tentar pegar no jogo, mas sem criar linhas de passe no meio-campo adversário e o Benfica a tapar caminhos, espreitando as saídas rápidas.

O FC Porto transfigurou-se ao intervalo e reentrou no jogo mais agressivo. Aos 49 minutos, lance de persistência na área do Benfica acabou com Lindelof a “assistir” involuntariamente Maxi Pereira. O uruguaio voltou a marcar e a festejar na Luz.


O empate abriu o jogo de parte a parte. Ambas as equipas mostraram vontade de chegar ao triunfo e os guarda-redes brilharam. Primeiro Ederson aos pés de Soares, que se isolava. Depois Casillas, por duas vezes, a remates de Jonas.

O FC Porto circulava melhor bola, o Benfica era mais rápido nas transições e chegava mais perto da baliza, em especial de bola parada.

Com o passar do tempo, as equipas começaram a conformar-se ao empate e a deixar de arriscar tanto.



As substituições não melhoraram o jogo; em particular as saídas de Salvio e Brahimi. A igualdade acaba por premiar os dois guarda-redes, em especial o do FC Porto.

Casillas voltou a ser decisivo e os “dragões” mantêm-se a um ponto do primeiro lugar, na posse do Benfica com sete jornadas (21 pontos) por realizar.


Sporting de passo lento vence em Arouca

O Sporting entrou em Arouca a saber que tinha de marcar golos e ganhar para se aproximar dos primeiros lugares e manter viva a esperança, no mínimo, da qualificação direta para a Liga dos Campeões.

Jorge Jesus não revelou, contudo, tanta ambição e preferiu voltar a apresentar um “11” de muita tração e escassa velocidade. Foi castigado logo aos nove minutos.


Com o Arouca desinibido e a jogar com espaço, o 1,76 metro de altura de Mateus valeu mais que os quase 1,90 metro de Rúben Semedo e do holandês Marvin Zeegelaar. A cruzamento de Vítor Costa, o angolano abriu o marcador — foi o 27.° golo sofrido pelo Sporting no campeonato.

Os anfitriões confiaram demasiado cedo na vantagem precoce e recuaram. Os “leões” tentaram pegar no jogo, mas faltava dinâmica. Apenas Gelson tentava imprimir velocidade.

Após a meia hora de jogo, num passe longo, o jovem extremo desviou de cabeça para a entrada de Alan Ruiz. O argentino trabalhou bem sobre Nuno Coelho e empatou o jogo, aos 34 minutos.

O Arouca sentiu o empate e pior ficou dois minutos depois quando Marvin Zeegelaar aproveitou outra bola longa e um erro de Anderson Luís junto à linha de fundo. O lateral holandês cruzou e Bruno César concretizou a reviravolta.


O Sporting, sem meio campo de construção, passou para a frente com futebol direto e ficou com tudo para jogar no contra-ataque. Menos a velocidade. Jorge Jesus nada corrigiu para a segunda parte.

O Arouca, em dia de estreia de novo treinador (Jorge Leitão), ressurgiu mais aguerrido e mais determinado na busca do golo. Aos 62 minutos, Walter Paz deixou Semedo nas covas e só falhou no alvo.

Bas Dost tinha jogado toda a primeira parte muito sozinho e assim continuou. Mesmo quando Jorge Jesus voltou a juntar João Palhinha a William Carvalho — dois médios idênticos de características defensivas.


Bryan Ruiz como segundo avançado continuou tão apagado quanto tinha sido como médio de construção. Nos anfitriões, Kuca entrou para a esquerda e mexeu com o jogo.

O Sporting abdicou de procurar o golo e arriscava sofrer o empate. Aos 77 minutos, finalmente, Jesus colocou Daniel Podence em campo e os “leões” ganharam vida.


O pequeno extremo fugiu bem pela direita num dos primeiros lances e a assistência para Bas Dost falhou por pouco — o holandês deve ter lamentado não ter tido Podence em campo mais cedo.

À entrada dos descontos, foi Gelson a isolar-se, mas Bolat, o guarda-redes do Arouca, saiu bem e cortou o lance no limite.

O árbitro ainda deu descontos sobre os descontos, mas o Sporting segurou o triunfo e, sem ter feito um único remate na segunda parte, colocou-se a oito pontos do Benfica a duas jornadas da receção ao líder e sete por jogar.


O Arouca sofreu a sétima derrota numa série em que enfrentou os três grandes e com três treinadores: Lito Vidigal despediu-se com a derrota na Luz e Manuel Machado, já depois de ter sido despedido do Nacional, foi demitido no Arouca após cinco derrotas, a última com o Marítimo.

Os arouquenses mantêm-se 10 pontos acima da linha de água.

Guimarães ultrapassa Braga

Clássico é clássico, mas o melhor jogo da jornada ficou guardado para o fim. A receção do Sporting de Braga ao Marítimo terminou com seis golos e um ponto para cada lado.

OS “guerreiros” do Minho entraram a todo o gás na partida e, aos 25 minutos, estavam a vencer por 3-0. Parecia resolvido, mas os “leões” da Madeira não concordavam.

Aos golos de Baiano (11 minutos), Cartabia (15) e Rui Fonte (25), os insulares responderam por Keita, aos 38 minutos, e Erdem Sen, aos 43. O 3-2 ao intervalo relançou o jogo para a segunda parte.

Surgiu melhor o Marítimo. Marafona, o guarda-redes do Braga, destacou-se. Mas aos 83 minutos nada pode fazer para contrariar o bis de Erdem Sen.

O médio defensivo turco belga estreou-se a marcar nesta partida e logo com um bis. O Marítimo ficou a seis pontos da Europa, mas o Braga ficou igualado com o Guimarães só que em desvantagem nos confrontos diretos e em quinto.

A jornada abriu com a derrota do Paços de Ferreira em Chaves. Um autogolo do cabo-verdiano Gegé, traído pelo próprio guarda-redes, o brasileiro Rafael Defendi, fixou o resultado ainda antes do intervalo.

O Chaves soma 36 pontos e é oitavo. Os “castores” mantêm-se 10 pontos acima da linha de água.

Ainda na sexta-feira, o Nacional voltou a dar um passo atrás na luta pela permanência e o Guimarães a colocar de novo o Braga sob pressão. Rafael Miranda abriu o marcador, aos 25 minutos, para os minhotos.

Na segunda parte, em jogo de estreia pelos insulares, o treinador João de Deus começou a mexer na equipa aos 65 minutos, mas voltou a ser o Guimarães a adiantar-se, aos 86 minutos, pelo uruguaio David Teixeira.

A abrir os descontos, o egípcio Zizo reduziu para o Nacional e, aos 95 minutos, o venezuelano Jhonder Cádiz voltou a marcar para os insulares, mas o árbitro anulou por suposta falta sobre Sacko. Nos protestos, o capitão “alvi-negro”, Rui Correia, foi expulso.

O Guimarães chega aos 47 pontos e ultrapassa, à condição, o Sporting de Braga. O Nacional mantém-se com 17 pontos empatado com o “lanterna vermelha”.

Já este sábado, o Tondela falhou a descolagem do último lugar, num jogo com vários de casos de arbitragem.

Na receção ao Estoril, dois penáltis cometidos pelo guarda-redes Cláudio Ramos, o último a custar o cartão vermelho por acumulação, permitiram ao brasileiro Kléber bisar e dar a vitória aos “canarinhos.”

O Estoril coloca a linha de água a oito pontos de distância e na próxima ronda recebe o Nacional.

O Boavista recebeu o Rio Ave num jogo com a Europa ainda no horizonte. As duas equipas proporcionaram um jogo aberto, em busca do golo, mas foram mais felizes os de Vila do Conde.

Ao terceiro jogo, sempre como suplente utilizado, o melhor jogador do Mundial de sub20 de 2015, o maliano Dama Traoré, de 21 anos, estreou-se a marcar.

Dois minutos após entrar, o jogador emprestado pelo AS Mónaco até final da época desviou de cabeça um canto ao primeiro poste e “segurou” o Rio Ave em sétimo.

O Moreirense visitou Setúbal e não fez jus ao título de campeão da Taça da Liga. Logo aos quatro minutos, João Amaral abriu o marcador para os sadinos com um golaço. Aos 16, Edinho fez outro e fixou o resultado final.

No Restelo, o Belenenses até abriu o marcador aos 18 minutos, por Juanto, e chegou ao intervalo a ganhar. Mas o Feirense deu a volta após o intervalo.

Aos 68 minutos, Edson Paraíba empatou. À beira dos 90, Edgar Ié cometeu penálti e Peter Etebo concretizou, destacando o Feirense do Belenenses na tabela, colocando a equipa de Santa Maria da Feira em nono.