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Síria: União Europeia condena ataque químico e promete ajuda financeira


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Síria: União Europeia condena ataque químico e promete ajuda financeira

Sem protagonismo militar, a União Europeia assume que a pressão diplomática e dinheiro é tudo quanto poder fazer para travar o conflito na Síria.

Co-organizadora de uma conferência que reuniu líderes de 70 países e organizações, quarta-feira, em Bruxelas, a chefe da diplomacia europeia condenou o mais recente ataque químico contra civis.

Federica Mogherini disse que “não há dúvida de que os responsáveis por violações do Direito Internacional Humanitário e dos Direitos Humanos, sejam eles quem forem, serão responsabilizados”.

“Em particular, condenamos o uso de armas químicas, tal como foi relatado em relação ao ataque de ontem. Exigimos que esses ataques cessem e que sejam apuradas responsabilidade através dos mecanismos apropriados. A paz sustentável e inclusiva na Síria, para os sírios, permanece o objetivo de todo o nosso trabalho conjunto”, acrescentou a Alta Representante da UE para a Política Externa e a Segurança.

Os três governos ocidentais com assento no Conselho de Segurança da ONUEUA, Reino Unido e França – também condenaram o ataque de terça-feira, em Idlib, que causou 72 mortos.

O chefe da diplomacia britânica, Boris Johnson, afirmou que “todas as evidências que vi apontam para a responsabilidade do regime de Assad. Para se poder fazer a reconstrução da Síria, é preciso um processo de transição que afaste o regime de Assad”.

Contudo, a Rússia, que apoia o Presidente sírio, disse que se tratou do bombardeamento de um armazém local que tinha químicos controlados pelos rebeldes.

Por seu lado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que “estes acontecimentos só provam a importância desta conferência, a importância de reunir a comunidade internacional para poder pressionar as partes em conflito e os países que têm influência sobre as partes em conflito”.

Ao nível financeiro, três mil milhões de euros em ajuda humanitária para 2018 foram prometidos, em conjunto, pela Comissão Europeia, Reino Unido e Alemanha.