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Síria: União Europeia condena ataque químico e promete ajuda financeira

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De  Isabel Marques da Silva  com LUSA E REUTERS
Síria: União Europeia condena ataque químico e promete ajuda financeira

<p>Sem protagonismo militar, a União Europeia assume que a pressão diplomática e dinheiro é tudo quanto poder fazer para travar o conflito na Síria.</p> <p>Co-organizadora de uma conferência que reuniu líderes de 70 países e organizações, quarta-feira, em Bruxelas, a chefe da diplomacia europeia condenou o mais recente ataque químico contra civis. </p> <p>Federica Mogherini disse que “não há dúvida de que os responsáveis por violações do Direito Internacional Humanitário e dos Direitos Humanos, sejam eles quem forem, serão responsabilizados”. </p> <p>“Em particular, condenamos o uso de armas químicas, tal como foi relatado em relação ao ataque de ontem. Exigimos que esses ataques cessem e que sejam apuradas responsabilidade através dos mecanismos apropriados. A paz sustentável e inclusiva na Síria, para os sírios, permanece o objetivo de todo o nosso trabalho conjunto”, acrescentou a Alta Representante da UE para a Política Externa e a Segurança.</p> <p>Os três governos ocidentais com assento no Conselho de Segurança da <span class="caps">ONU</span> – <span class="caps">EUA</span>, Reino Unido e França – também condenaram o ataque de terça-feira, em Idlib, que causou 72 mortos.</p> <p>O chefe da diplomacia britânica, Boris Johnson, afirmou que “todas as evidências que vi apontam para a responsabilidade do regime de Assad. Para se poder fazer a reconstrução da Síria, é preciso um processo de transição que afaste o regime de Assad”.</p> <p>Contudo, a Rússia, que apoia o Presidente sírio, disse que se tratou do bombardeamento de um armazém local que tinha químicos controlados pelos rebeldes.</p> <p>Por seu lado, o secretário-geral da <span class="caps">ONU</span>, António Guterres, afirmou que “estes acontecimentos só provam a importância desta conferência, a importância de reunir a comunidade internacional para poder pressionar as partes em conflito e os países que têm influência sobre as partes em conflito”.</p> <p>Ao nível financeiro, três mil milhões de euros em ajuda humanitária para 2018 foram prometidos, em conjunto, pela Comissão Europeia, Reino Unido e Alemanha.</p>