Alemanha cria comando de defesa cibernética

Access to the comments Comentários
De  Euronews
Alemanha cria comando de defesa cibernética

<p>O exército alemão, o Bundeswehr, é um alvo de alto valor para hackers e agências de espionagem estrangeiras – não só por causa dos segredos militares, mas também devido aos seus sistemas de armamento apoiados em Tecnologia da Informação (TI).</p> <p>2017 é ano de eleições na Alemanha, os ataques de hackers, como os que aconteceram durante as eleições presidenciais nos Estados Unidos, são temidos.</p> <p>A ministra alemã de Defesa, Ursula von der Leyen, está a criar uma nova unidade de comando (Cyber and Information Space Command (<span class="caps">CIR</span>) – Centro de Comando de Informação Ciberespacial) que deverá atingir 13.500 efetivos em julho (em comparação, o corpo de fuzileiros da Bundeswehr tem cerca de 16.000 soldados e a força aérea 28.000).</p> <a data-flickr-embed="true" href="https://www.flickr.com/photos/euronews/albums/72157678928735544" title="Germany's Bundeswehr cyber security command "><img src="https://c1.staticflickr.com/3/2841/33717749362_97ff94919e_z.jpg" width="640" height="412" alt="Germany's Bundeswehr cyber security command "></a><script async src="//embedr.flickr.com/assets/client-code.js" charset="utf-8"></script> <p>A nova unidade de comando, com sede em Bona, conta, inicialmente, com 260 efetivos.</p> <p>O objetivo da nova unidade é defender a Alemanha de ataques cibernéticos, mas também pode responder com “medidas ofensivas” se as suas redes de computadores forem atacadas. O que é criticado por partidos da oposição, que consideram que o exército precisaria de um mandato parlamentar para realizar ataques cibernéticos.</p> <p>O Provedor de Justiça Militar, Hans-Peter Bartels, disse ao jornal Neue Osnabrueckner Zeitung que todas as ações ofensivas necessitam da aprovação explícita pelo parlamento, uma vez que o exército alemão é um “exército parlamentar”.</p> <p>A Bundeswehr está a procurar especialistas em TI no mercado de trabalho. Atualmente, tem campanhas publicitárias para apresentar o exército como um empregador em TI atraente e moderno.</p> <p>Em 2017, mil milhões de euros serão gastos em pessoal, e 1,6 mil milhões de euros serão dedicados a investir em hardware, fornecedores e e outras despesas.</p> <p>Não será provavelmente um modelo para um futuro exército cibernético da União Europeia (UE). Os países da UE utilizam diferentes infraestruturas e programas de TI, embora exista na Europa, dentro da Europol, uma unidade dedicada à luta contra o cibercrime denominada European Cybercrime Center (Centro Europeu Cibercrime)“EC3”:https://www.europol.europa.eu/about-europol/european-cybercrime-centre-ec3</p>