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EUA: Líder de investigação ao "russiagate" cede a pressões e pede excusa

O republicano Devin Nunes é acusado pelos democratas de ter revelado informação confidencial sobre a suposta interferência russa nas presidenciais norte-americanas.

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EUA: Líder de investigação ao "russiagate" cede a pressões e pede excusa

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O Presidente da Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o republicano Devin Nunes, decidiu suspender a participação na investigação das alegadas interferências russas na eleição de Donald Trump como Presidente norte-americano (“russiagate”).

 

Devin Gerald Nunes, 43 anos


  • Nasceu em Tulare, Califórnia, a 1 de outubro de 1973;
  • Casado e pai de 3 filhos;
  • Descendente de emigrantes portugueses dos Açores;
  • Tem mestrado em Agricultura;
  • Nomeado em 2011 diretor do Departamento americano de Agricultura, na Califórnia;
  • Presidente da Comissão desde janeiro de 2015.


Pressionado por democratas e por alegadas organizações ativistas de esquerda, por ter alegadamente revelado informação confidencial da investigação e de ter reportado ao próprio Trump antes mesmo de falar com a própria comissão, Devin Nunes decidiu afastar-se temporariamente da investigação.

Em comunicado, o republicano disse manter-se como presidente da Comissão de Inteligência, considerou as acusações “falsas e com motivações políticas”, apelando para falar o quanto antes com a comissão de ética a quem foram endereçadas as denúncias para esclarecer a sua conduta na investigação.

O afastamento de Nunes da investigação foi bem acolhido pelos democratas. “Quero apenas expressar o meu apreço pelo que o presidente decidiu fazer. Estou certo de que foi uma decisão difícil, mas, como ele mesmo disse, penso ser no melhor interesse da investigação. Vai permitir-nos um novo impulso e avançar. Estou ansioso por começar a trabalhar com o senhor Conaway”, expressou Adam Schiff, membro democrata na Comissão de Inteligência da Casa dos Representantes.

O congressista republicano Michael Conaway será agora o líder da equipa de investigação às alegadas interferências de Moscovo nas Presidenciais de novembro, com a assistência dos também republicanos Trey Gowdy e Tom Rooney.

A Casa Branca evitou dar grande destaque à decisão de Devin Nunes e referiu apenas tratar-se de um “assunto interno da Casa dos Representantes”.

O líder republicano da “Casa”, Paul Ryan, expressou total apoio ao presidente da Comissão de Inteligência e convicção de que o camarada vai demonstrar perante a comissão de ética ter seguido “todas as diretrizes e leis apropriadas” na condução da investigação.