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ETA: Quase 6 décadas de terror com mais de 800 assassinatos

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De  Euronews
ETA: Quase 6 décadas de terror com mais de 800 assassinatos

<p>Com uma larga maioria de 65 votos, o parlamento do País Basco espanhol aprovou uma resolução de apoio ao desarmamento da <span class="caps">ETA</span>. O parlamento pede à organização terrorista basca um desarmamento unilateral, completo, definitivo e comprovado, o mais depressa possível. Mas isto não é suficiente para 9 nove deputados do Partido Popular, que votaram contra:<br /> “Queria ter visto este parlamento exigir à <span class="caps">ETA</span> que se dissolva e que desapareça definitivamente das nossas vidas, que reconheça os danos que causou, que, naturalmente, peça perdão, que colabore com a justiça para esclarecer os crimes que ainda estão por resolver”, afirmou o deputado Alfonso Alonso.</p> <p>A Organização Euskadi Ta Askatasuna (País Basco e Liberdade) nasceu em 1959 na luta contra o franquismo. Durante 50 anos, em nome da independência do País Basco e de Navarra, o grupo armado clandestino assassinou mais de 800 pessoas (856 segundo a agência espanhola <span class="caps">EFE</span>, 829 segundo a agência francesa <span class="caps">AFP</span>). Para além disso, sequestrou dezenas de pessoas e extorquiu inúmeros empresários.</p> <p>Foi o assassinato de Miguel Ángel Blanco, jovem conselheiro municipal do PP, em Ermua, em junho de 1997, que provocou o maior levantamento popular contra o grupo terrorista.</p> <p>Em março de 2006 a <span class="caps">ETA</span> anuncia uma trégua permanente, com estas palavras:<br /> “Euskadi Ta Askatasuna declara uma trégua permanente a partir de 24 de março de 2006”.</p> <p>Palavras que deixaram esperança, mas um atentatdo no aeroporto de Madrid, que matou duas pessoas em dezembro desse ano, rompeu a trégua e põs fim às negociações que tinham sido iniciadas com o governo de José Luis Rodríguez Zapatero. O primeiro-ministro não hesitou: “Ordenei a suspensão de todas as iniciativas para desenvolver esse diálogo. Disse, desde o princípio, que o governo sabia que este processo seria longo, duro e difícil. Hoje foi um dia difícil”, afirmou.</p> <p>A 20 de outubro de 2011 a <span class="caps">ETA</span> anuncia o fim definitivo da sua atividade armada sem condições e apela Paris e Madrid ao diálogo direto sobre o desarmamento em troca de uma amnistia coletiva para os seus prisioneiros. Atualmente há ainda 224 atentados cometidos pela <span class="caps">ETA</span> em Espanha que estão por resolver. Para tentar encontrar todas as respostas, a Audiência Nacional abriu um inquérito em Madrid sobre o desarmamento anunciada.</p>