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Rússia diz que razões para ataque à Síria são "inventadas"

Segundo os Estados Unidos, a base atacada é de onde partiu o ataque com armas químicas em Idlib, cujas imagens correram mundo.

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Rússia diz que razões para ataque à Síria são "inventadas"

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O ataque ordenado por Donald Trump contra uma base aérea na Síria marca o fim do idílio entre o novo presidente americano e a administração russa. Se, até agora, Trump se mostrou mais próximo de Putin que qualquer um dos antecessores, a ofensiva contra Assad parece marcar um ponto de rutura. As imagens do ataque químico em Idlib foram decisivas para esta mudança de posição: “É no interesse vital da segurança nacional dos Estados Unidos prevenir e impedir o uso e a disseminação das armas químicas mortais. Não há dúvidas de que a Síria usou armas químicas proibidas, violou as obrigações que tem, segundo a Convenção de Armas Químicas e ignorou as ordens do Conselho de Segurança da ONU”, disse Trump, ao anunciar o ataque.

Segundo os Estados Unidos, a base atacada é de onde partiu o ataque com armas químicas em Idlib, cujas imagens correram mundo. A Rússia, aliada de Bashar el-Assad, rejeita esta tese e faz um paralelo com a invasão do Iraaque em 2003. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, reagiu a partir de Tashkent, no Uzbequistão: “Foi um ataque feito sob pretextos inventados que nos faz lembrar a situação em 2003, quando os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, juntamente com alguns aliados, invadiram o Iraque sem o acordo do Conselho de Segurança da ONU, uma enorme violação das leis internacionais. Desta vez, nem se preocuparam em mostrar factos, basearam-se em fotografias e especularam sobre fotos de crianças.

A administração Putin mantém a versão de que as armas químicas pertenciam aos rebeldes.

A Rússia tem sido o principal aliado do regime de Bashar el-Assad desde que o conflito começou e intervém militarmente desde há dois anos. Tem sido o principal obstáculo a uma ação contra o governo de Bashar el-Assad.