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Oposição turca pede formalmente a anulação do referendo

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De  Euronews
Oposição turca pede formalmente a anulação do referendo

<p>O principal partido de oposição na Turquia solicitou formalmente o cancelamento do referendo sobre os poderes do Presidente Recep Tayyip Erdogan, cujo governo rejeitou o apelo de Bruxelas para investigar “supostas irregularidades”.</p> <p>As suspeitas de fraude levantadas pela oposição surgiram de uma decisão de última hora tomada pelo Alto Conselho Eleitoral (<span class="caps">YSK</span>) que considerou boletins sem identificação com o selo oficial das autoridades eleitorais como válidos.</p> <p>“O Supremo Conselho Eleitoral não retira o poder ao povo num Estado de Direito, nem a Constituição pode dar poder a uma fonte específica, a uma autoridade política específica. A autoridade política não é um poder real “</p> <p>O principal partido da oposição, a formação <span class="caps">CHP</span> e o partido pró-curdo, <span class="caps">HDP</span>, alegam que a decisão do Conselho poderá ter favorecido a vitória do partido do governo.</p> <p>Algumas dezenas de pessoas se reuniram em frente à sede do Conselho Eleitoral para assinar uma petição exigindo a anulação do referendo.</p> <p>Se o presidente norte-americano Donald Trump telefonou a Erdogan para o felicitar sem reservas, a União Europeia pediu a Ancara uma “investigação transparente sobre supostas irregularidades durante o referendo”.</p> <p>Uma missão conjunta de observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (<span class="caps">OSCE</span>) e do Conselho da Europa, disse que a votação não respeitou os padrões democráticos.</p> <p>A posição do primeiro-ministro turco Binali Yildirim é de encerrar o assunto: “Dizer uma palavra sobre a palavra da nação, face à percentagens dos votos, é errado. Fazerem alegações de fraude, e lançar suspeitas sobre os resultados das eleições é inútil. A vontade da nação ditou os resultados das eleições livremente e este caso está encerrado”.</p> <p>Com a vitória, M. Erdogan, que escapou de uma tentativa de golpe em 15 de julho poderia, em teoria, permanecer chefe de Estado até 2029. Esta revisão da Constituição prevê a transferência do poder executivo para o presidente, que pode governar por decreto, e a eliminação do cargo de primeiro-ministro.</p>