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Banco Mundial e FMI confiantes, mas prudentes quanto à política de Trump

Não consta da agenda, mas a política protecionista de Donald Trump domina a reunião de primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, a pouca distância da Casa…

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Banco Mundial e FMI confiantes, mas prudentes quanto à política de Trump

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Não consta da agenda, mas a política protecionista de Donald Trump domina a reunião de primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, a pouca distância da Casa Branca.

Jim Young Kim, presidente do Banco Mundial, diz ter sido “encorajado” pelo interesse da administração Trump nas missões do organismo e pelo projeto de atrair dinheiro privado para financiar o desenvolvimento. Quanto à economia, adianta: “Somos encorajados ao ver as fortes perspetivas económicas, após anos de um crescimento económico dececionante. Ainda há muitos riscos negativos, mas os países têm margem fiscal para prosseguir com as reformas estruturais”.

A diretora geral do FMI mostrou-se também confiante sobre a possibilidade de trabalhar com a administração norte-americana.

Christine Lagarde estima que é necessário reduzir as ajudas comerciais que limitam a concorrência, mas adianta que devem ser evitadas medidas protecionistas: “O FMI não é um organismo comercial, mas estamos preocupados com o comércio, porque tem sido um dos principais motores de crescimento. Por isso vamos analisar como participar, como podemos continuar a apoiar o crescimento comercial e o que pode ser feito da forma mais eficaz, mais justa e global possível”.

Esta semana, o FMI divulgou as novas previsões de crescimento da economia mundial. O desempenho deverá acelerar, este ano, para os 3,5%, graças às economias em vias de desenvolvimento e à Ásia.