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Ataque Campos Elísios, Paris: Atirador não apresentava sinais de radicalização

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De  Nara Madeira
Ataque Campos Elísios, Paris: Atirador não apresentava sinais de radicalização

<p>Karim Cheurfi, o atirador que matou um polícia, e feriu outros dois, um deles com gravidade, quinta-feira à noite nos Campos Elísios, não apresentava sinais de radicalização. Informação avançada pelo Procurador de Paris. </p> <p>Apesar disso, François Moulins, admitiu que sobre o suspeito recaíam já quatro condenações, maioritariamente, por violência contra a polícia, e que, ao seu lado, foi encontrado um papel que dizia o contrário: </p> <p>“Foi encontrado, ao lado do corpo de Karim Cheurfi, um pedaço de papel que, muito provavelmente, caiu do seu bolso. Trata-se de uma mensagem de apoio à causa do Daesh, escrita à mão. Foram encontrados outros papéis, entre os assentos do carro, que continham endereços de serviços da polícia”, explicou Moulins </p> <p>No total, Karim Cheurfi, passou quase 14 anos na prisão e, durante esse período, não mostrou sinais de ligação aos jihadistas islâmicos e não estava, por isso mesmo, sob vigilância. </p> <p>Na viatura usada no ataque foi encontrada outra arma, munições, uma cópia do Corão mas, para quem o conhecia, o suspeito não era religioso: </p> <p>“Não, ele não era praticante. Para ser franco ele bebia, fumava. Não, não é verdade. Não praticava, de todo. Nunca o vi fazê-lo”, adiantou um vizinho que preferiu não ser identificado. </p> <p>Desde 2015, altura em que França começou a ser alvo de ataques terroristas, já morreram 239 pessoas. Entre elas está o polícia, de 37 anos, abatido nos Campos Elísios, no exercício das suas funções.</p>