Última hora

Em leitura:

Candidatos das Presidenciais de domingo reagem ao ataque de Paris


França

Candidatos das Presidenciais de domingo reagem ao ataque de Paris

Hot Topic Saiba mais sobre Eleições presidenciais francesas 2017

A dois dias das Presidenciais em França, o ataque terrorista na avenida dos Campos Elísios mereceu diferentes reações dos principais candidatos à sucessão de François Hollande. À hora do ataque, os candidatos realizavam as derradeiras declarações televisivas antes das eleições de domingo.

O melhor colocado nas sondagens, Emmanuel Macron, defendeu que o “desafio moral” dos franceses “hoje em dia, é, por um lado, o de evitar divisões e manter a união”.

“É preciso também preparar o futuro. O que os terroristas querem é o colapso da moral e a contemplação do desastre. Eu não vou ceder em nada disso. Não brinquem com o medo”, afirmou à rádio France Inter o independente de esquerda do movimento “Em Marcha!”

Em segundo lugar nas sondagens, Marine Le Pen fez esta sexta-feira de manhã uma declaração na sede de campanha e recuperou uma das suas antigas exigências: “O restabelecimento das fronteiras no âmbito do Tratado de Shenghen.”

A líder do partido Frente Nacional exige também “o imediato tratamento administrativo ou penal dos ficheiros S”. “Isto quer dizer todos os indivíduos presentes no nosso território, conhecidos pela adesão à ideologia do inimigo”, especificou a candidata da extrema-direita.

Ainda no terceiro lugar das sondagens, François Fillon sublinhou que a sua política externa será “focada na destruição do Estado Islâmico”.

“É este o grupo terrorista que nos ameaça diretamente. Destrui-los só será possível quando todas as grandes potências trabalharem em equipa. Os Estados Unidos, a Rússia, o Irão, a Turquia e os países do golfo estão divididos, por isso a vitória contra o totalitarismo islâmico está a demorar”, defendeu o controverso candidato do centro-direita.

Na quarta posição das sondagens, Jean-Luc Mélenchon, o candidato associado ao partido comunista, pediu para se “evitar o pânico”.

“Não podemos interromper o processo da nossa democracia de forma a podermos mostrar que a violência não terá a última palavra contra os republicanos”, afirmou o candidato da esquerda mais radical.

Quinto colocado nas sondagens, Benoit Hamon defende a “valorização deste momento democrático exatamente porque há quem o deteste”. “Nomeadamente os terroristas assassinos”, apontou o candidato do centro-esquerda.

Com as eleições à porta (domingo, 23 de abril), cerca de um terço dos franceses continua hesitante. A dúvida, agora, será perceber qual o impacto que este atentado em Paris irá ter nas intenções de voto dos eleitores.

Há pontos de vista diferentes para cada história: a Euronews conta com jornalistas do mundo inteiro para oferecer uma perspetiva local num contexto global. Conheça a atualidade tal como as outras línguas do nosso canal a apresentam.

França

Ataque de Paris: Campos Elísios retomam a normalidade possível