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Eleições antecipadas no Reino Unido e referendo turco agitam Bruxelas

Nesta edição do “Estado da União” analisamos o anúncio de eleições antecipadas para 8 de Junho no Reino Unido, mostrando-lhe as reações em Bruxelas e nas ruas de Londres à decisão da primeira-ministra

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Eleições antecipadas no Reino Unido e referendo turco agitam Bruxelas

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Nesta edição do “Estado da União” analisamos o anúncio de eleições antecipadas para 8 de Junho no Reino Unido, mostrando-lhe as reações em Bruxelas e nas ruas de Londres à decisão da primeira-ministra britânica Theresa May. Não perca também a análise do nosso jornalista britânico James Franey.

Continuamos também a falar do Brexit, que vai ganhando, pouco a pouco, corpo. Um exemplo são as agências europeias encarregadas de fazer fluir a política comunitária. Há duas em Londres: a Autoridade Bancária Europeia e a Agência Europeia do Medicamento, que têm agora, na sequência do Brexit, de mudar-se para outro sítio da União… e a mudança será paga pelo Governo Britânico. Como lembrou o porta-voz da Comissão: “O Reino Unido abandona a União Europeia e não terá uma palavra a dizer na localização das agências”. Há já vários Estados e cidades dispostas a acolher a sede da Agência Europeia do Medicamento, já que esta traz consigo várias centenas de empregos.

E o tweet da semana sobre o Brexit foi escrito por Donald Tusk, o presidente do Conselho Europeu, que perante o anúncio de eleições antecipadas evocou o realizador britânico Alfred Hitchcock, mestre do suspense.

Tusk, que continua às voltas com o Governo ultraconservador polaco, que o acusa de traição. Ele foi a Varsóvia, ser ouvido por um procurador. Altura para reunir os seus apoiantes.

Vitória de Erdogan na Turquia… e na Europa

Outro dos temas em destaque no programa desta semana é a vitória apertada e muito contestada de Recep Tayyip Erdogan. O presidente turco venceu a sua aposta: ganhar o referendo e reforçar os seus poderes, embaraçando os dirigentes europeus, que reagiram prudentemente.

Mas a comunidade turca na Europa continua a apoiar Erdogan. 75% dos Turcos na Bélgica, 73% na Áustria, 70% nos Países Baixos, 65% em França e 63% na Alemanha votaram a favor do reforço das competências do presidente. Porquê? Eis as explicações de um especialista.