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A emoção da polícia e as dúvidas das secretas após o ataque de Paris

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De  Euronews
A emoção da polícia e as dúvidas das secretas após o ataque de Paris

<p>Os serviços secretos franceses não escondem as dúvidas sobre a reivindicação do ataque em Paris, na quinta-feira, quando tentam apurar se o autor agiu sozinho. </p> <p>Uma testemunha filmou o momento em que um homem armado provocou o pânico nos campos Elísios, ao abater um polícia, ferindo outros dois agentes da ordem e uma transeunte, antes de ser neutralizado. </p> <p>“De repente ouvi um som, como um disparo. Não sabíamos de que se tratava, foi muito rápido, mas passado vinte segundos voltámos a ouvir disparos e foi aí que percebemos que se tratava de um tiroteio, as pessoas começaram a gritar e a fugir para todos os lados”, afirma Mohannad Sulaiman Alnoaimi, que se encontrava num café na zona do ataque.</p> <p>Mais de uma centena de polícias prestaram ontem uma homenagem ao colega abatido, com uma marcha da praça do Trocadéro, junto à torre Eiffel, até ao local do ataque de quinta-feira, na avenida dos Campos Elísios.</p> <p>As circunstâncias e autoria da ação permanecem ainda por elucidar.</p> <p><strong>Reivindicação do EI: oportunismo ou segundo suspeito?</strong></p> <p>O grupo Estado Islâmico (EI) tinha reivindicado o atentado, identificando o atacante como um cidadão belga.</p> <p>Segundo o jornal <a href="http://www.leparisien.fr/faits-divers/attentat-des-champs-elysees-daech-s-est-il-trompe-dans-sa-revendication-22-04-2017-6876771.php#xtor=AD-1481423553">Le Parisien</a> , os serviços secretos franceses mantém as dúvidas sobre a forma “oportunista” como o grupo EI poderia ter evocado o suspeito belga, quando o nome do homem circulava já nas redes sociais.</p> <p>O indivíduo tinha-se apresentado ontem às autoridades belgas, em Antuérpia, descartando qualquer ligação ao ataque. O homem estaria a trabalhar à hora da ação em Paris, segundo o seu advogado.</p> <p>A investigação da polícia permitiu identificar o autor material, um francês de 39 anos, detido, em fevereiro por suspeitas de terrorismo, mas libertado posteriormente por falta de provas.</p> <p>O atacante, abatido pela polícia, tinha sido igualmente condenado a 15 anos de prisão, em 2005, por tentativa de assassínio de três pessoas, duas das quais agentes da ordem.</p> <p>Três membros da família do suspeito encontram-se ainda a ser interrogados, após terem sido colocados em prisão preventiva. </p> <p>A polícia francesa não descarta, para já, a possibilidade do atacante não ter agido sozinho.</p> <p>O ataque marcou a reta final da campanha para as presidenciais, antes da primeira volta do escrutínio, este domingo. </p> <p>O primeiro-ministro francês, Bernard Cazeneuve, tinha ontem anunciado um reforço das medidas de segurança em torno das 67 mil assembleias de voto, com a mobilização de mais de 50 mil polícias e militares para acompanhar o sufrágio.</p>