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França eleição: a derrota amarga de socialistas e republicanos


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França eleição: a derrota amarga de socialistas e republicanos

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A eleição presidencial em França foi um grande balde de água fria para os dois tradicionais partidos: Os Republicanos e o Partido Socialista. Pela primeira vez, na história da V República, nenhum deles se qualificou para a segunda volta. O conservador François Fillon, candidato dos Republicanos reconheceu prontamente a derrota:
“Neste momento, assumo as minhas responsabilidades. Esta derrota é a minha e é a mim e a mim só que compete assumi-la”.

Fillon chegou a liderar as sondagens e a ser considerado o potencial futuro presidente, até ao dia em que o jornal “Canard Enchaîné” publicou o que se tornaria no escândalo dos empregos fictícios.

“O que acabou de acontecer é um verdeiro desperdício. François Fillon tem uma grande responsabilidade”.
Como Nadine Morano, que publicou este tweet, muitos membros do partido culpam Fillon por não ter querido abandonar a campanha quando ainda era possível encontrar outro candidato.

Fillon apelou ao voto em Emmanuel Macron para impedir a extrema-direita de aceder à presidência, mas o partido, que reuniu os seus quadros esta manhã, não deu ainda qualquer indicação de voto.

Em estado de choque está também o Partido Socialista, mas numa situação ainda pior. O candidato escolhido nas primárias não foi além dos 6% dos votos. Entre os socialistas não houve escândalos, mas uma profunda crise e divisão que transferiram muitos votos para o dissidente socialista Jean-Luc Mélenchon.

O lider do grupo parlamentar socialista, Olivier Faure, tenta desdramatizar: “É forçosamente o fim de algo, mas o início de qualquer coisa também. Agora é nossas responsabilidade conseguir reformular a nossa política para tentar federar da forma mais alargada e fazer com que possamos, de novo, incarnar a esperança para os franceses”.

A derrota foi violenta para Benoit Hamon que tinha surpreendido nas primárias derrotando os favoritos. Apesar de o candidato se ter demarcado da política do governo e ter-se mesmo dimitido em discordância com as políticas de Hollande, carregava o fardo da sigla socialista e da herança de um mandato que os eleitores querem esquecer o mais depressa possível.

Para os socialistas a situação não é inédita. O seu candidato, Lionel Jospin, já tinha sido desalojado da segunda volta em 2002 e o partido conseguiu recompôr-se. Será que o poderá fazer também desta vez?

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